O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades
Enviada em 19/11/2021
De acordo com o pensamento do educador Paulo Freire a educação é uma necessária ferramenta para a mudança social. Assim,hodiernamente,é indispensável o uso desse artefato nas diversas áreas da vida de um indivíduo,por exemplo na inserção do mercado de trabalho. Contudo, o irrisório investimento governamental no ensino de qualidade dos jovens somado à baixa oportunidade empregatícia dada pelas empresas, são desafios para a entrada da juventude no ambiente laboral, contribuindo para o aumento da taxa de desemprego entre essa classe de cidadãos no Brasil, realidade que deve ser repensada.
Em primeiro lugar, é necessário analisar a influência da educação brasileira nas oportunidades de emprego. Nesse sentido, o modelo de organização do trabalho pós Segunda Revolução Industrial, conhecido como Volvismo, busca por jovens capacitados para a realização dos serviços. Dessa forma, é indubitável a necessidade de preparação para inserção nesses ambientes, mas o baixo investimento governamental, na educação de qualidade,dificulta esse acesso,prova disso é a taxa de 23% desses induviduos que não trabalham,nem estudam,segundo o site Agência Brasil. Assim, os programas de qualificação para juventude são escassos e as vagas dos cursos preparatórios, como o Jovem Aprendiz, são baixas, tornando desigual a possibilidade empregatícia.
Outrossim, o baixo índice de inserção desses aprendizes,lamentavelmente,é de 5% a 15% ,no máximo,dentro das empresas brasileiras, de acordo com a matéria do site Brasil Escola. Dessa maneira,é visível os desafios para a inserção dos jovens contemporâneos nesses ambientes. Nessa perspectiva, esses indivíduos necessitam de uma primeira oportunidade,para se prepararem para o futuro, pois quanto mais ambientados e qualificados estiverem para o mercado de trabalho, mais oportunidades terão de uma boa carreira profissional.
Por conseguinte, é de extrema importância que medidas sejam tomadas em relação à essa celeuma. Dessa maneira, o Governo, junto ao Ministério do Trabalho, deverá preparar os jovens para o ambiente laboral, a fim de amenizar a taxa de desemprego no país, recorrendo à ferramenta proposta por Paulo Freire. Por meio de cursos profissionalizantes, como informática, computação, logística, inseridos na grade curricular dos alunos do ensino médio, com a participação de profissionais das áreas. Ademais, o Poder Legislativo, necessitará criar uma lei que abranja um maior número de aprendizes dentro das empresas,para que mais indivíduos tenham a experiência agregada ao currículo, aumentando assim as chances de contratação e tornando mais justa a inserção no mercado de trabalho.