O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades

Enviada em 26/07/2022

Na obra Utopia, de Thomas More, é retratado um ambiente perfeitamente funcional e harmônico, no qual muitas das autais sociedades tentam se espelhar, mas ainda cometem muitas falhas. Essas podem ser visíveis, por exemplo, no processo de inserção do indivíduo no mercado de trabalho. Sendo assim, é preciso ajustar a maneira como o jovem sai do círculo educacional, seja ensino básico ou superior, e o modo que o mercado de trabalho o espera.

Nessa perspectiva, pesquisas apontam que, no cenário brasileiro, quase um quinto dos jovens não trabalham e nem estudam por motivos diversos que, em parte, revelam a falta de suporte da esfera pública. Questões como a gravidez na adolescência e falta de educação básica afetam principalmente a população mais pobre, tornando ainda mais difícil a conquista e a, consequente, segurança de um emprego. Logo, o problema do desemprego deve ser compreendido como a consequência de diversos entraves sociais, que, se melhorados, podem amenizá-lo.

Além disso, fatores como o conflito de gerações e a grande competitividade por vagas desgastam o jovem logo no início de sua carreira, forçando-o a adaptar-se de qualquer forma para aquele emprego tão disputado. Embora programas como Jovem Aprendiz já atendam a uma parcela da população, é importante reforçá-los no ingresso ao mercado de trabalho para que auxiliem mais pessoas a se desenvolverem profissionalmente. Observa-se, então, a necessidade de um incentivo ao jovem ainda no ambiente escolar, de forma que ele parenda o básico sobre a busca por empregos, como se qualificar para uma vaga e como iniciar sua carreira de maneira tranquila no mercado de trabalho.

Urgem, portanto, ações sinérgicas entre o Estado e a população, a fim de ajudar os jovens a entrarem no atual mercado de trabalho. Para tanto, os ministérios do Trabalho e do Emprego e da Educação devem estabelecer metas, por meio de cartilhas e oficinas, no intuito de reforçar programas já existentes e inserir no ensino básico atividades que preprarem o indivíduo para o mercado de trabalho. Quanto ao jovem, cabe a função de cobrar e aproveitar essas oportunidades para seu benefício.Dessa forma, seria possível observar um alargamento na boca do funil, que é o mercado de trabalho brasileiro, e a melhora de vida da sociedade.