O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades
Enviada em 22/09/2022
Segundo a ONU, a juventude brasileira se encontra em segundo lugar no ranking mundial de pessimismo no que tange a trabalho. Isso se deve aos obstáculos enfrentados pelos jovens para adentrarem no mercado de trabalho nacional. Assim, faz-se necessário analisar os alicerces que sustentam essa problemática, a citar, a omissão estatal e a falha escolar.
Com efeito, convém salientar a indiligência governamental diante desse imbróglio social. Nesse viés, de acordo com o sociólogo Simon Schawrstzman, o Estado brasileiro passou a atuar de forma contrária aos anseios da sociedade, não efetivando direitos basilares, como a oferta de estímulos ao primeiro emprego no país. Tal panorama se reflete no escasso diálogo com empresas privadas, no que concerne a disponibilização de mais vagas de trabalho, além de poucos programas de estágio financiados pelo governo.
Outrossim, é cabível ressaltar o papel escolar como intensificador desse entrave. Em face disso, pontua-se a obra “Vigiar e Punir”, do filósofo Michel Foucault, na qual defende que os estabelecimentos de ensino estão pautados na inserção de jovens no âmbito trabalhista por meio da interiorização da disciplina, característica do modelo fordista do século XX. Todavia, com as modificações nos modos de gestão, advindos da informatização tecnológica, as empresas passaram a exigir outras qualidades para a contratação de jovens, como a capacidade de resolução de problemas somado a autonomia e flexibidade no setor de trabalho.
Consequetemente, as escolas, passam por uma crise de atuação pois o modelo de ensino imposto não mais atende aos anseios do mercado capitalista.
Portanto, são necessárias medidas capazes de atenuar esse percalço. Para isso, cabe ao Poder Executivo a oferta de mais vagas de emprego aos jovens. Isso deve ocorrer por meio de um projeto de lei que vise à readequação de verbas da União visando à promoção de estímulos fiscais para empresas contratantes, além da criação de estágios remunerados com a finalidade de preparar esse público para o mercado de trabalho. Paralelamente, o Ministério da Educação deve ofertar fascículos para as bibliotecas escolares que abordem sobre os novos atributos procurados pelas empresas com o fito de mitigar o desemprego juvenil no Brasil.