O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades
Enviada em 09/11/2022
Platão, na teoria da Cidade Justa, idealizou uma sociedade harmônica e livre de injustiças sociais. Todavia, ao analisar a contemporaneidade, é fato que o mercado de trabalho para os jovens diverge consideravelmente desse ideal platônico. Com efeito, a inserção do jovem no mercado de trabalho proporciona diversos beneficios, no entanto, a entrada nesse mercado não é uma tarefa simples. Logo, de modo a solucionar esse revés, é imprescindível enunciar os aspectos socioculturais e constituicionais que funcionam como pilares da chaga.
Em primeira análise, é evidente citar o fator social. Sob tal perspectiva, conforme o pensador Émile Durkheim, a sociedade deve ser analisada de maneira crítica e distanciada do senso comum. Nesse sentido, a proposta do sociólogo é aplicada quando se observa diversos jovens que não trabalham nem estudam, não conseguindo se desenvolver em sociedade, já que, tendo essas práticas presentes na vida proporcionam responsabilidade profissional e pessoal. Desse modo, a resolução dessa problemática é clara para a sociedade.
Ademais, a inéficacia de leis auxilia na persistência da adversidade. Segundo Gilberto Dimenstein, em sua obra “Cidadão de Papel”, a legislação é ineficaz, sendo completa na teoria, porém, não se concretizando na prática. Diante de tal exposto, muitos jovens por terem dificultades cognitivas não são inclusos no mercado de trabalho, essas habilidades cognitivas são conquistadas na escola, que muitas vezes, o jovem não está presente nesse meio.
Portanto, há necessidade de combater esse revés. Para isso, Ministério do Trabalho e Previdência, por meio de políticas públicas, que auxiliem a entrada dos jovens no mercado de trabalho - além disso, serão feitas palestras nas escolas que ajudem o jovem a se orientar em sociedade - a fim de ter um país mais democratico. Assim, Durkheim com sua visão crítica e a Cidade Justa de Platão vão se concretizar e vir à tona em sociedade.