O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades
Enviada em 29/03/2024
A máxima burguesa: “O trabalho enobrece e dignifica o homem” surgiu com o advento do capitalismo e ainda exerce sua infuência no dias atuais. No entanto, existe atualmente uma parcela significativa da geração jovem no Brasil que foi pejorativamente apelidada de “nem-nem”: não estuda e nem trabalha, de maneira que configura um cenário preocupante para o futuro do país e para o crescimento desses mesmos jovens. Nessa perspectiva, a sua inserção no mercado de trabalho é de extrema importância. Todavia, a exigência de experiência prévia e a alta evasão escolar são fatores que contribuem para a manutenção de tal cenário.
Em primeira análise, vale destacar que é improdutivo a necessidade de experiência profissional prévia imposta por algumas empresas. O fenômeno conhecido como “paradoxo da experiência” dificulta a efetivação de pessoas que não tiveram um contato anterior com a área na qual estão se candidatando. Nesse sentido, além de irracional, tal exigência impossibilita a troca de ideias que poderiam ser proporcionadas por indivíduos com percepções distintas e que eventualmente poderiam proporcionar um maior rendimento para a empresa.
Ademais, cabe salientar que a alta evasão escolar afasta os jovens do mercado de trabalho. No Brasil, muitos jovens abandonam a escola e dentre as causas o desinterresse e a carência socioeconômica merecem destaque. Conforme exposto, nota-se que ambos os fatores têm como gênese a omissão estatal e completo descaso com muitas escolas brasileiras, que muitas vezes operam com verbas muito abaixo do necessário para o básico e, portanto, são obrigadas a operarem “milagres” com o pouco que dispõe. Logo, essa situação ilustra bem as palavras do jornalista brasileiro Gilberto Dimenstein, pois ele comenta que os direitos assegurados aos brasileiros são garantidos apenas no papel, não se efetivando na prática.
Portanto, o Estado - por intermédio do Ministério da Educação - deve ampliar o investimento no Ensino Básico e Médio, aumentando a quantia de dinheiro ofertada, de modo que possibilite a infraestrutura necessária tanto para a conclusão quanto para a manutenção de estudantes na escola, com o intuito de formar cidadões capacitados para a sociedade e para o mercado de trabalho