O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades

Enviada em 29/10/2024

“O cidadão invisível” trata da desvalorização de alguns indivíduos na sociedade brasileira. A crítica de Dimenstein é verificada no mercado de trabalho para o jovem contemporâneo, que devido à falta de oportunidades de emprego, enfrentando desmotivação e levam à perda de grandes talentos que poderiam contribuir para um desenvolvimento econômico e social. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um complexo problema, que se enraíza na ineficiência governamental e na má influência midiática.

Para Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar dos cidadãos. Porém, tal responsabilidade não está sendo honrado quanto ao mercado de trabalho para o jovem contemporâneo, visto que os jovens não adquirem habilidades necessárias para ambientes profissionais decorrentes da falta de investimentos para a capacitação profissional, limitando as oportunidades de emprego e o crescimento econômico e pessoal para muitas dessas pessoas. Assim, para que tal bem-estar seja usufruído, o Estado precisa sair da inércia que se encontra.

Orwell afirma que a mídia controla a massa. Tal controle é nítido quanto ao mercado de trabalho para o jovem contemporâneo, uma vez que a mídia apresenta padrões irreais de sucesso e consumo, criando uma pressão para alcançar metas inalcançáveis, gerando uma frustração em não atender às expectativas e tirando o foco das reais habilidades e esforços para prosperar profissionalmente. Dessa forma, urge que a mídia se responsabilize pelo comportamento que provoca na sociedade.

Portanto, é urgente intervir nesse problema. Para isso, o Governo Federal deve criar uma agenda específica para o tema, por meio da organização de fundos e projetos, a fim de reverter a inércia estatal que afeta o mercado de trabalho para o jovem contemporâneo. Tal ação pode, ainda, contar com consultas públicas para entender as reais necessidades da população. Paralelamente, é preciso intervir sobre a má influência midiática presente no problema. Dessa forma, o Brasil poderá ter menos “cidadãos invisíveis”, como defendeu Dimenstein.