O papel da literatura na sociedade contemporânea

Enviada em 10/06/2020

A Constituição Federal de 1988, de caráter democrático, assegura o direito à educação para todos os brasileiros. Indo de encontro à prerrogativa estatal, observa-se que a literatura, imprescindível para a formação crítica do indivíduo, tem seu papel menosprezado na sociedade contemporânea. Dessa maneira, é fundamental analisar as causas que fazem dessa problemática uma realidade.

O “super-homem” idealizado pelo filósofo Nietzche, caracteriza o individuo capaz de livrar-se das amarras sociais. Todavia, ao que tudo indica, poucas pessoas da era digital parecem entender essa lição, uma vez que priorizam o uso do entretenimento digital e dispensam o hábito literário. Tal fato é evidenciado pela no numero de leitores brasileiros na última década, como evidenciou a pesquisa feita pela Fundação Pró-Livro. Consequentemente, o cidadão se torna mais alienado, uma vez que não desenvolve seu senso crítico e sua sensibilidade diante do mundo.

Ademais, as instituições de ensino da atualidade não possuem métodos eficassez para estimular a leitura pelos estudantes. Segundo Paulo Freire, o hábito literário não deve ser dicotomizado. Indo de encontro ao pedagogo, observa-se, muitas vezes, professores priorizando o ensino das normas gramaticais de um livro e minimizando-o como uma ferramenta de desenvolvimento cultural. Como consequência disso, temos uma população que observa o mundo dos livros como algo massante e que, muitas vezes, o abandona logo após finalizar o ensino médio.

Em suma, o papel da literatura na sociedade contemporânea é marcado por fragilidades. Sendo assim, cabe ao Governo Federal, em parceria com os Governos Estaduais, arrojar os planos de incentivo à leitura de modo a aplicar novos métodos de estimulo literário, como a criação de semanas do livro nas escolas, mediadas por bibliotecários e autores a fim de dinamizar e popularizar o hábito de ler entre os jovens. Talvez, dessa forma, seja possivel quebrar os paradigmas sobre a função da leitura e fazer com que ela cumpra seu verdadeiro papel: desenvolver a sensibilidade do cidadão.