O papel da literatura na sociedade contemporânea
Enviada em 28/08/2020
A fase do Realismo brasileiro, representada, em suma, por Machado de Assis, demonstrou um enorme impacto social, visto que retrava de forma tão clara a realidade do país, isso demonstra o poder que a escrita literária exerce na sociedade. Porém, hodiernamente, as pessoas abandonaram o hábito da leitura, deixando a literatura esquecida. Dessa forma, percebe-se a consolidação de um grave problema devido ao imediatismo atual e o legado histórico brasileiro.
Em primeiro plano, vale salientar que o imediatismo contribui muito para fortalecer o problema. Segundo o filósofo Zygmunt Bauman, vive-se uma Modernidade Líquida, onde as coisas mudam de forma muito imediata. Tal fator faz com que as pessoas busquem tudo de forma pronta, por essa razão, optam por filmes e séries no lugar de livros. Desse modo, a literatura é substituída por conhecimento pronto, e imediato, fazendo com que os livros percam espaço no cotidiano da sociedade contemporânea.
Além disso, vale salientar que o passado histórico brasileiro desempenha um forte papel no abandono literário. O movimento influenciado pelas Vanguardas, que deu origem ao expressionismo, surrealismo e demais correntes, o Modernismo de 1922, e outras diversas manifestações literárias não tiveram apoio da população e do governo, tendo que se sustentar de forma autônoma. Esse abandono por parte da sociedade e do governo gerou um país despreocupado com a literatura, o que gerou pouquíssimos leitores ativos. Nota-se então, atualmente, um país que desvaloriza a literatura e seu papel na sociedade.
Destarte, é importante que essa situação seja revertida. Por isso, as Escolas junto com o MEC, devem criar o projeto " + Literatura", que será implantado em escolas públicas. Tal ação será realizada por meio de aulas, reunindo os professores da área das humanidades, que consistem em trocar experiências de leitura e ressaltar a importância da literatura na sociedade. Assim, os alunos se sentiriam estimulados a ler mais. Isso gerará um país menos imediatista e que abandona as mazelas do passado.