O papel da literatura na sociedade contemporânea
Enviada em 05/09/2020
Sempre ácido e crítico, Machado de Assis, em “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, satirizava as hipocrisias e os maus hábitos da sociedade brasileira no século XIX. Ainda que dois séculos tenham se passado, desde a época em que viveu o escritor realista, pouco mudou quando se observa o papel da literatura no corpo social contemporâneo. Diante disso, cabe analisar tanto a literatura como imprescindível para o indivíduo quanto a criação do hábito de ler desde a infância como fatores desse cenário, a fim de ampliá-lo.
Nessa perspectiva, convém ressaltar que a leitura, indispensável para o desenvolvimento do senso crítico, é prazerosa e colabora para o enriquecimento cultural e intelectual. Nesse contexto, a vinda da família real portuguesa ao Brasil, em 1808, foi de extrema importância para o progresso do país, como a fundação da Biblioteca Nacional por Dom João VI. Desse modo, é possível entender que a inclusão de um acervo literário trouxe consigo a prosperidade brasileira no período joanino.
Outrossim, vale salientar que a rotina da leitura deve ser valorizada e despertada entre as crianças e os adolescentes. À luz dessa ideia, segundo o líder rebelde Nelson Mandela, a educação é a arma mais poderosa para mudar o mundo. Não há como negar, portanto, que o incentivo ao consumo literário desde a infância forma adultos capazes de transformações sociais.
Urgem, pois, intervenções pontuais para alargar a temática. Logo, a mídia, grande difusora de informação e principal veículo formador de opinião, deve promover campanhas educativas, direcionadas aos pais e educadores, sobre a constituição da prática de ler entre os pequenos. Tal ação pode ser realizada por meio do canal televisivo, a partir de ficções engajadas acerca do tema, a fim de estimular a reflexão sobre a realidade entre o coletivo que o saber proporciona. Com tais medidas, espera-se que o pensamento machadiano seja alterado.