O papel da literatura na sociedade contemporânea

Enviada em 14/09/2020

A agenda da ONU de 2030 é um plano de ação global composto por dezessete metas que visam a prosperidade do mundo, e uma de suas tarefas é a garantia da qualidade educacional. Nesse contexto, é de extrema importância a análise do papel da literatura na sociedade contemporânea, uma vez que ela contribui com os projetos da ONU. Sua relevância, não só deriva do combate à segregação cultural,  mas também da formação de senso crítico.

É fulcral pontuar, primordialmente, que a função da leitura, hodiernamente, é imprescindível para a homogeneização cultural. Nesse sentido, observa-se que a segregação social - evidenciada como uma característica da sociedade brasileira por Sérgio Buarque de Holanda, no livro “Raízes do Brasil” - está extremamente presente em ambientes, onde as pessoas, infelizmente, não tem acesso à literatura. Evidentemente que, esse processo de segregação é derivado das características culturais fornecidas pela leitura, como a formação de senso crítico, a exposição de realidades regionais distintas e as propriedades linguísticas.

Além disso, como consequência de uma literatura acessível, pode-se destacar a formação do senso crítico. Nessa perspectiva, segundo Émile Durkheim, um indivíduo só poderá agir à medida que conhecer o contexto em que está inserido. Naturalmente, a leitura proporciona ao cidadão o conhecimento da realidade vivenciada, e sua ausência impossibilita, muitas vezes, mudar as desigualdades sociais presentes no seu âmbito social, já que não possui o senso crítico originado da literatura. Logo, seu papel é necessário na organização de uma sociedade crítica e homogênea.

Portanto, é mister que o Estado tome providências a fim de homogeneizar a sociedade. Certamente, para que o amplo acesso à literatura se torne uma realidade, faz-se necessário que o Estado, por meio do Ministério da Educação, integrado com o Ministério da Cultura, crie propostas que visem combater a segregação cultural e auxilie na formação do senso crítico populacional quanto ao tema pautado acima, mediante a criação de bibliotecas nas áreas periféricas e a disponibilidade de materiais culturais em sites governamentais. Somente assim, poder-se-á aproximar da realidade proposta pela ONU para 2030.