O papel da literatura na sociedade contemporânea

Enviada em 23/11/2020

O cortiço, de Aluísio de Azevedo, denúncia a exploração e as péssimas condições de vida dos moradores cariocas no final do século XIX. Nesse sentido, o romance propicia reflexões sobre a realidade social, por sua vez, o pensamento crítico. Infelizmente, tais questões são abordadas de maneira engessada em ambientes escolares, desencadeando um raciocínio raso e uma má formação intelectual.

Inicialmente, torna-se evidente o papel da literatura na construção cognitiva da sociedade. Por esse ângulo, segundo a socióloga Sandra Unbehaum, a educação, na estrutura da escola, prepara o sujeito para viver em sociedade, desenvolver-se. Sob esse prisma, a ausência de  uma didática em sala de aula contrapôs a ideia do próprio espaço educacional, salientado pela pensadora. Tal dicotomia expõe a fragilidade das instituições governamentais, em difundir o conhecimento, nesse caso, a literatura que desempenha função de gerar o senso crítico, através de suas obras e movimentos, em razão de seu caráter reflexivo.

Além disso, a má formação intelectual pode ampliar a desigualdade social. Nesse aspecto, de acordo com a organização Emiliano Zapata, as escolas públicas possuem poucos recursos de infraestrutura, diferentemente das privadas. Dada característica, apresenta um contraste díspares, pois tende a literatura ser melhor abordada em um meio mais preparado. Reverberando no futuro, como no mercado de trabalho.

Em suma, são precisos ações que mitiguem tais temáticas. Portanto, cabe ao Ministério da Educação a formulação de um pacote de suporte as escolas, como a reciclagem dos docentes para uma melhora da abordagem do tema, assim como a distribuição de livros, folhetins, etc, para os alunos. Ademais, a implementação de um estrutura adequada para todos, por meio de investimentos públicos no setor. A fim de democratizar a educação e que a literatura exerça o seu papel por completo.