O papel da literatura na sociedade contemporânea
Enviada em 08/03/2024
Em 1988, Ulysses Guimarães promulgou a Carta Magna e estabeleceu que a República deveria ser capaz de garantir o desenvolvimento nacional e o bem-estar social a todos. Entretanto, os desafios enfrentados para introduzir a literatura a todas as camadas da população contrariam a proposta da Carta. Nesse sentido, há de se combater não só a falta de incentivo familiar, bem como o desconhecimento da importância da literatura na sociedade contemporânea.
A priori, convém ressaltar que a ausência de estímulo por parte dos pais é um potencializador do problema. A respeito disso, segundo o filósofo Zygmunt Bauman, algumas instituições, na era pós-moderna, configuram-se como “zumbis”. Dentro dessa lógica, a família se enquadra em tal panorama, haja vista que perdeu sua função social de incentivar as crianças, desde a tenra idade, a desenvolverem o hábito de ler.
De outra parte, a ignorância em relação aos benefícios da leitura é outro potencializador do imbróglio. Nessa perspectiva, conforme Paulo Freire, “se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda. Sob essa ótica, a literatura funciona como uma ferramenta de crítica social e expande o intelecto do leitor. Contudo, por desconhecerem tais atributos, os indivíduos desprezam a literatura e passam tal costume para as próximas gerações.
Urge, portanto, que medidas sejam tomadas, a fim de minimizar a adversidade. Para tanto, é papel do MEC, aliado às mídias sociais, promover o esclarecimento do corpo social, mediante a veiculação de campanhas e debates nas redes sociais que abordem sobre o papel da literatura e a função da família em incentivar a criança nessa jornada, a fim de conscientizar toda a sociedade. Espera-se com isso que o desenvolvimento nacional assegurado pela Carta Magna seja, de fato, cumprido na sociedade.