O papel da mulher no futebol
Enviada em 17/03/2020
Na antiguidade nórdica, por possuírem mulheres, o exército Viking se diferenciava das forças de outras nações, que não aprovavam a participação feminina nas guerras, uma vez que elas eram tidas como frágeis. Atualmente, a sociedade brasileira se equipara com a maioria das sociedades antigas no quesito esporte, diminuindo a representatividade feminina na área. Sem dúvidas, isso acontece por conta de um déficit na educação, que tem como consequência a falta de investimento público na afirmação do papel da mulher no futebol. De fato, medidas precisam ser tomadas.
Primeiramente, segundo o filósofo Emmanuel Kant, “o homem não é nada além daquilo que a educação faz dele”. Factualmente, nessa máxima, o pensador busca provar que problemas como a marginalização da participação da mulher no futebol é o resultado de uma educação retrógrada, pois ainda existe preconceito relacionado a gêneros em plena contemporaneidade. Certamente, isso acontece devido ao fato de que a escola atual é muito mais Tecnicista do que moralista, pois se preocupa em ensinar ensinos empíricos – baseados na ciência- e acaba deixando de lado, a formação moral do estudante. Assim, é comprovado o papel direto da escola na desconstrução da mulher como o sexo frágil na pratica desportiva.
Outrossim, em consequência à falha da escola em quebrar essas construções sociais, é perceptível uma leviandade estatal relacionada ao patrocínio de mulheres no futebol, visto que que os atuais governantes não foram ensinados sobre a importância da representatividade feminina no esporte e acabam por preferir investir na maioria masculina. Sem dúvidas, isso é preocupante, pois assim como o Sociólogo moderno Foucault citou em seu livro “Microfísica do Poder”, o estado deve usar suas repartições para garantir com que as vítimas dos fatos sociais enraizados sejam justiçadas, garantindo-lhes a equidade em todas as áreas. Assim, toda vez que isso não acontece, caminha-se para uma sociedade cada vez mais imperfeita e desigual.
Por fim, é fato que o meio mais eficaz de melhorar o papel da mulher no futebol, é tratar a educação imperfeita, obtendo assim futuros governantes conscientes que estejam dispostos a patrocinar o desporto mulheril. Não só, essa medida deve ser tomada pelo Ministério da Educação, a partir de palestras gratuitas, financiados pela verba tributária, em todas as escolas, ministradas por professores especialistas que conscientizem os alunos sobre a importância do investimento no esporte feminino. Decerto, uma vez tomada, essa medida auxiliará a sociedade a se distanciar dos pensamentos dos antigos, caminhando para um povo dotado de inclusão, assim como os Vikings