O papel da mulher no futebol

Enviada em 13/03/2020

A História Geral compartilha os fatos que mostram o domínio do masculino durante séculos, como na Grécia Antiga, quando apenas os homens eram considerados cidadãos, na sociedade feudal, com a consolidação do patriarcado, até hoje em dia, no qual o sexo ainda define posição de poder. Nesse contexto, isso tudo reflete atualmente quando há preconceitos exacerbados em relação à mulher em papéis considerados masculinos, sendo que o inserção delas nesse meio determina-se como protesto à desigualdade de gênero. Logo, é necessário essa busca de espaço para desempenhar a representatividade feminina no esporte, sobretudo, no futebol.

Em primeiro lugar, basicamente, no Brasil, as mulheres apenas tiveram o poder do voto na metade do século XX, com o governo de Getúlio Vargas, embora tal direito fosse limitado à funcionárias públicas. Sendo assim, a impotência determinada pelos homens às mulheres confirma a retirada da manifestação feminina perante a sociedade, tal que grande parte das atividades econômicas, esportivas, couberam aos homens o destaque, tendo nesse ambiente o futebol. Por isso, o futebol feminino, que define-se no social como “inferior” ao masculino, é menos prestigiado pela sociedade em geral no qual classifica a persistência das mulheres como luta a favor da causa feminista já que, por exemplo, no quesito de patrocínio e até mesmo transmissão da mídia nacional a valorização é baixíssima.

Em segundo lugar, o futebol feminino tem sua relevância no papel sociopolítico uma vez que mostra a constante busca do espaço das mulheres e a sua não aceitação das condições impostas pelo mundo. Através disso, a representatividade das mulheres no futebol favorece a quebra do conceito meritocracia, uma vez que a trajetória feminina seria muito mais árdua e desigual quando há competição com os homens pelo mesmo cargo, além de ser demasiadamente importante para as gerações mais jovens. Nesse sentido, já com a quebra do domínio masculino no futebol, quando uma menina assiste o seleção brasileira feminina, por exemplo, isso potencializa a essência dela, ou seja, o empoderamento feminino.

Diante disso, fica claro que a desigualdade de gênero contribui de forma negativa, no qual limita o espaço da mulher, e mostra o quanto a persistência do futebol feminino contribui para a recuperação desse lugar. Cabe à Mídia televisiva, como as que transmitem futebol masculino para a população brasileira, fazer a transmissão do futebol feminino em campeonatos, tanto regionais como mundiais, para que os indivíduos possam assistir e acompanhar. Isso é importante porque grande parte da população nem sabe da ocorrência desses jogos, o que já seria um passo para a valorização feminina.