O papel da mulher no futebol
Enviada em 15/03/2020
A igualdade de direitos entre a mulher e o homem no futebol exige ações da escola, universidade, empresas, poder público e todas as entidades gestoras diretas do futebol: clubes , federações e FIFA.
A formação de jogadoras e o próprio ensino da modalidade futebol ainda é deficiente nos diversos níveis de ensino, o que frustra possíveis talentos que não se desenvolvem devido à falta de estrutura das escolas. As universidades ainda diponibilizam a modalidade futebol, porém a aluna já está numa faixa etária acima da ideal para o início e , portanto , não forma a atleta para o futebol.
O desenvolvimento de projetos sociais pelas universidades poderia atender as comunidades nos seus entornos e esse tipo de ação pode ser mais efetiva na formação inicial em parceria com cludes e federações de futebol.Também o aproveitamento dos projetos em curso na cidade de construção de arenas de futebol pela prefeitura constitui uma oportuidade para as escolas- sempre carentes em infraestrutura para o esporte, em geral - utilizarem estes espaços como ambientes para o ensino e treinamento de jovens talentosas no futebol.
A entidade maior deveria emitir normas definindo o perfil profissional dos juízes de futebol - fim do juiz leigo- exigindo como requisito básico a graduação em educação física e uma seleção unificada para curso de formação, após o que o preenchimento de vagas para os quadros de árbitros para todos as categorias do futebol ocorreria em paridade entre homens e mulheres.
O futebol feminino ainda carece de visibilidade e os calendários das competições poderiam ser sincronizados, a fim de que se voltasse a incluir o futebol feminino como partida preliminar dos jogos principais de todas as competições. O marketing esportivo do qual resultam salários desproporcionais entre homens e mulheres no futebol poderia sofrer mudanças com o maior interesse do público no futebol feminino atraindo mais empresas e quiçá minimizando diferenças de salário.