O papel da mulher no futebol
Enviada em 06/05/2020
Na Antiga Grécia, a mulher era desprovida de qualquer direito civil, quando as mulheres atingiam 15 anos, eram realizados casamentos forçados em prol das famílias aristocráticas, em outras palavras, as mulheres eram tratadas exclusivamente como objetos. Além disso, para a esposa era atribuída a obrigação de gerar filhos, no entanto, caso a mulher não conseguisse gerar crianças, era permitido nessa sociedade a sentença de morte para essa esposa. Na contemporaneidade, tal barbárie não ocorre mais, todavia há dificuldades em garantir a igualdade de gênero no futebol brasileiro, devido à ineficiência das políticas públicas em assegurar os direitos civis dessas mulheres. Além do que, ainda há um preconceito sobre o papel das mulheres no futebol, o que faz agravar ainda mais a situação.
Em primeiro lugar, um entrave é a ineficiência das políticas públicas em assegurar os direitos civis das mulheres, visto que, quando uma mulher deseja entrar no universo do esporte, o resultado é uma grande dificuldade em oportunidades para o profissionalismo. De acordo com os dados do Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais (INEP), em 2019 apenas 11% das verbas do futebol brasileiro foram destinados para times femininos. Dessa forma, torna-se evidente que há um problema com os times esportivos, assim como, deixa claro a desigualdade de gênero que as mulheres enfrentam diariamente nesse ambiente machista, bem como na Antiga Grécia, porém apenas mais dissimulado.
Em segundo lugar, devido à baixa educação brasileira, outro desafio enfrentado pelas mulheres é o preconceito, que afeta diretamente na desmotivação para essa minoria continuar buscando o esporte profissional. No Brasil existe uma mentalidade retrógrada de parte da população, que age como se as mulheres não tivessem a mesma capacidade do sexo oposto. Segundo o pensamento do filósofo e sociólogo Habermas, “Incluir não é só trazer para perto, mas também respeitar e crescer junto com o outro”. Desse modo, verifica-se que, enquanto o Estado não garantir a educação e a valorização das mulheres, tal minoria continuará sofrendo com práticas discriminatórias.
Tem-se a necessidade, portanto, de que medidas cabíveis sejam postas em prática, com o intuito de garantir a igualdade de gênero no futebol. Logo, é fundamental que o Ministério da Cidadania, crie por meio do Poder Legislativo, novas políticas públicas, assim como novas leis para os times esportivas, tornando obrigatório de no mínimo 40% dos investimentos seja para o esporte feminino. Dessa maneira, assegurando a igualdade nas oportunidades. Ademais, o Ministério da Educação, em parceria com educadores, deve promover campanhas midiáticas em praças, jornais, televisão e internet, sobre a educação e a valorização das mulheres, por consequência, minimizar os preconceitos sociais enraizados sobre o futebol feminino.