O papel da mulher no futebol

Enviada em 28/03/2020

Em 1941 - no Brasil - a Lei 3199 decretou que as mulheres estavam proibidas de praticar esportes “incompatíveis com as condições de sua natureza”, como halterofilismo, lutas de qualquer natureza e, inclusive, futebol. Esse fator histórico contribui para que as mulheres, até hoje, não tenham visibilidade no futebol. O preconceito sofrido por elas no esporte pode ser notado pela diferença de salários com os homens e pelo destaque que a categoria masculina recebe, diferentemente da feminina.

Primeiramente, a ONU ressaltou a grande diferença salarial entre homens e mulheres no futebol, ao mostrar que o jogador Lionel Messi recebe em um ano, o dobro do pagamento de 1693 jogadoras, das principais ligas femininas, juntas. Diversas atletas como Marta tentam reverter a situação, pois na Mundial Feminino de 2019, a jogadora brasileira - ao fazer um gol contra o time da Austrália - mostrou em sua chuteira, o símbolo da campanha “Go Equal”, a qual reivindicava a igualdade de gênero no futebol.

Além disso, a primeira Copa do Mundo Feminina foi realizada em 1991, e apenas começou a ser transmitida pela emissora Globo, a principal do Brasil, em 2019. Enquanto o torneio masculino é disputado desde 1930 e foi transmitido na televisão no país, pela primeira vez, em 1970. Esse fato demonstra que apenas há pouco tempo as mulheres começam a ganhar um pouco de espaço no futebol, mas ainda há muito o que melhorar.

Em conclusão, existem diversos desafios para aumentar o papel das mulheres no futebol. Para isso, as emissoras de televisão aberta devem transmitir os jogos de futebol feminino, não apenas a Copa do Mundo, mas também outros torneios, pois a maioria da população do país possui acesso apenas a canais abertos. Como também, o Ministério do Esporte deve investir mais recursos nas categorias de base sub 15, 17 e 20 anos, e estipular um valor salarial, que homens e mulheres receberão igualmente, de acordo com a categoria e desempenho no esporte, para clubes e torneios o adotarem.