O papel da mulher no futebol

Enviada em 19/03/2020

Em 2018, a jogadora Marta, da Seleção Brasileira de Futebol, recebeu seu sexto Prêmio de Melhor Jogadora de Futebol, tornando-se  a atleta como maior número de prêmios individuais concedidos pela FIFA. Apesar do êxito da seleção, poucos jogos de futebol feminino são vistos nos canais de televisão. Isso se deve, em grande medida, ao machismo estrutural de nossa sociedade. Mesmo assim, o futebol pode ser utilizado como ferramenta da emancipação feminina de muitas maneiras.  Duas delas são: luta pela igualdade salarial e combate à misoginia.

De início, vale ressaltar que mesmo desempenhando o mesmo trabalho e com igual eficiência, as mulheres ainda ganham significativamente menos que os homens. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, IBGE, trabalhadoras recebem, em média, 25% menos que os homens.  Frente a esse fato, o futebol feminino pode ser utilizado como meio para a diminuição da disparidade salarial. Para tanto, cabe às jogadoras de maior e menor visibilidade darem voz e rosto às demandas reprimidas. Por exemplo, posicionando-se de maneira assertiva, dentro e fora de suas redes sociais, contra os salários desiguais.

Da mesma forma, as jogadoras devem se colocar como vanguarda no combate à violência de gênero e à misoginia, pois o Brasil é, segundo o IBGE, o quinto colocado no ranque dos países com o maior número de feminicídios, com mais de 100.000 casos por ano.  Uma forma de se fazer é isso é pressionando os governos, através do ciberativismo, para que adotem medidas contra à violência de gênero.

Portanto, para que haja redução da disparidade salarial e misoginia faz-se mister o aumento da visibilidade das mulheres no futebol. Para isso, o Governo Federal deve estabelecer cotas de exibição de jogos femininos nos canais abertos de televisão. Outrossim, devem ser estabelecidas cotas de gêneros na arbitragem de partidas oficiais. Com mais visibilidade, as jogadoras poderão engajar mais pessoas em prol do combate aos males do machismo e a sociedade será menos desigual.