O papel da mulher no futebol
Enviada em 20/03/2020
Segundo a Constituição Federal de 1988, “Homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações”. Entretanto, no Brasil, nota-se que, principalmente, no futebol está lei é apenas decretada, porém, não é concretizada. Nesse sentido, é notório que o papel da mulher no futebol é de suma importância para o crescimento do movimento feminista, e, consequentemente, a minimização da desigualdade de gênero no futebol.
Em primeira análise, cabe ressaltar que o movimento das mulheres no futebol mundial, deve ser incentivado hodiernamente, de modo que os preconceitos e desvalorização da mulher no esporte seja atenuado. Por outro lado, nos campos de futebol, o papel das mulheres já estão sendo realizados, como por exemplo, o ato simbólico da utilização do batom pela jogadora Marta no futebol brasileiro. Logo, é indubitável que os deveres por parte feminina já estão sendo efetivados. No entanto, cabe as instituições de futebol incentivar está ação, de forma que o esporte seja visto e valorizado popularmente. Dessa maneira, a causa citada refletirá no desenvolvimento do cenário das mulheres não só dentro dos estádios, mas também fora dele.
Consequentemente, a desigualdade de gênero será um dos aspectos a ser refletido positivamente. De acordo com o IBGE, as mulheres ganham cerca de 75% do salário de um homem que possui o mesmo cargo e escolaridade. Além disso, conforme a teoria de Hannah Arendt, “Banalidade do mal”, defende que o comportamento preconceituoso passa ser realizado inconscientemente quando os indivíduos normalizam tal situação, o que pode ser comparado com a questão dos salários das mulheres no futebol. Portanto, é evidente que o futebol feminino é um meio de mostrar as competências e habilidades das mulheres mundialmente, que por sua vez, são as mesmas que as dos homens. Ademais, conforme o sociólogo George Shaw, “É impossível progredir sem que haja mudanças”. Nesse contexto, é necessário critérios para incentivar o papel da mulher no futebol.
Em síntese, é imperioso que o Tribunal de Contas da União (TCU), direcione verbas que, por intermédio do Ministério da Cidadania, serão revertidas em apoio às instituições de futebol, a fim de promover contratações de eventos nos jogos de categoria feminina, como por exemplo, shows de bandas femininas ou competições de culinária, com intuito de promover o incentivo e valorização do esporte feminino. Outrossim, é indispensável que parte dessa verba seja direcionada à emissoras de televisão, com o fito de criar propagandas e comercias de divulgações dos jogos e dos eventos contratados, com o objetivo de informar e conscientizar implicitamente sobre a importância do papel da mulher no futebol para o telespectador. Logo, a constituição de 1988 fornecerá a isonomia no esporte.