O papel da mulher no futebol
Enviada em 23/03/2020
A desigualdade entre o futebol feminino e o masculino é muito evidente em todo o mundo e grande parte das pessoas percebe o quão desvalorizado é o futebol feminino em relação ao praticado por homens. Sendo o futebol um esporte que retrata práticas sociais que refletem os padrões de comportamento e os valores de uma sociedade, é notável que essa desigualdade está ligada como fruto do machismo. Por isso, mesmo que a visibilidade e a participação feminina no esporte tenha aumentado nos últimas anos, fica explicito que ainda não é dado o devido incentivo à inclusão da mulher nesse meio.
O afastamento feminino da prática do futebol é dado por diversos fatores históricos. Dentre eles, destaca-se a Grécia Antiga, o fato de a mulher ser considerada “sexo frágil”, enquanto o esporte seria para os fortes. Além disso, desde a infância, a mulher é criada para realizar as atividades domésticas e, futuramente, cuidar dos filhos. Tal fato mostra que a falta de incentivo às práticas desportivas começa desde cedo, já que requer tempo integral de dedicação. Além disso é fundamental destacar a falta de patrocínio, principalmente por parte do governo e de associações que dominam o mundo do futebol, como exemplo a FIFA e a UEFA. Nesse esporte, os maiores salários são pagos aos atletas masculinos. É inevitável também, apontar o papel negativo que a mídia desempenha nesse cenário de exclusão, como exemplo podemos mencionar a copa do mundo feminina de 2019, que foi a primeira competição feminina que teve uma cobertura e transmissão de uma rede aberta, sendo que competições como essa acontecem desde 1991.
A visibilidade do lado masculino é explorado, desde os campeonatos regionais até os mundiais, por grande parte dos veículos de comunicação. No entanto, mal se sabe quando a seleção brasileira feminina está jogando. Fica evidente que a marginalização da mulher nas prática do futebol e de demais esportes é um aspecto machista enraizado historicamente.
Com objetivo de propor uma mudança nesse meio, a escola deve promover, desde cedo, atividades que integrem ambos os sexos, com a intenção de motivar os dois lados a prática esportiva e destruir a ideia de que o esporte é só para homens. O governo, por sua vez ligado as instituições de futebol deve melhorar o investimento nas atletas, propondo a possibilidade de seguir a carreira esportiva e garantir um maior lucro com o esporte. É papel da mídia, por fim, veicular mais informações sobre o esporte vinculado à mulher e valorizar as conquistas alcançadas por elas, já que poucos sabem quantos títulos a seleção brasileira feminina possuí, já a masculina grande parte sabe.