O papel da mulher no futebol
Enviada em 23/03/2020
Garra e superação são duas palavras que as mulheres com o sonho de se tornarem jogadoras profissionais de futebol reconhecem e infelizmente, preconceito, também. Mulheres de várias idades sentem o peso do machismo em uma luta diária por respeito e equidade em setores comuns como no trabalho, no campo de futebol, na rua e dentro da própria casa, logo, solta-se um profundo suspiro de alívio ao ver, finalmente, mulheres em lugares que por muitos anos pertenceram apenas aos homens.
Dentro da própria casa, observa-se meninas e meninos imersos numa educação onde a mulher tem um papel a seguir e o homem tem outro papel que lhes dá um maior salário, respeito, autonomia e mais oportunidades. Por muito tempo não se via mulheres em cargos de chefia ou tampouco era permitido que trabalhassem e quando conquista-se o direito, oportunidades não lhes são dadas pelo preconceito ainda persistente.
O machismo enraizado torna-se ainda mais perigoso ao se tratar do assédio sofrido por mulheres diariamente em todas as áreas de sua vida. A cada quatro minutos, uma mulher é agredida violentamente no Brasil por sua condição de ser mulher.
Esse quadro pode mudar ao se observar e pontuar atitudes preconceituosas contra a mulher, disseminando informações e criando projetos e oficinas a fim de educar crianças e pais para que mais meninas se tornem mulheres cientes de que pertencem ao lugar que deseja e os meninos se tornem homens capazes de respeitar o lugar que se encontra a mulher, qualquer que seja esse lugar, portanto, a representatividade é de suma importância para que mais pessoas estejam recebendo a informação de que todo lugar pertence a qualquer pessoa.