O papel da mulher no futebol

Enviada em 23/03/2020

Historicamente, em nosso país, o futebol era um espaço pertencente apenas aos homens. Por muitos anos, propagandas e patrocínios eram voltados a um espaço que não se observava a mulher. Apesar de, atualmente, no futebol, sobretudo, a jogadora já ter conquistado esse espaço, ela ainda carrega a responsabilidade de ser exemplo de representatividade para tantas mulheres e de lutar pelos mesmo direitos salariais dados aos homens que exercem as mesmas funções.

É relevante abordar, primeiramente, que ainda persiste uma educação passada de pais para filhos, a qual, leva a pensar que a mulher e o homem possui um papel a ser exercido e um lugar a ser ocupado. O clássico, “Orgulho e Preconceito”, escrito por Jane Austen, mostra o contexto ressaltado acima, ao declarar em uma época marcada fortemente pelo patriarcado, a recusa da personagem Elizabeth Bennet em casar-se com seu primo por falta de amor, não cumprindo seu “papel” e ocupando o espaço que bem quiser, sendo assim, exemplo para tantas outras mulheres de que não se deve seguir os padrões estabelecidos pela sociedade.

Contudo, apesar de tantos direitos conquistados, o machismo enraizado traz a tona comportamentos preconceituosos e uma dívida histórica a ser paga por anos de inferiorização da mulher em casa, na rua e em seu trabalho. Vê-se, claramente, ao se analisar quanto uma jogadora profissional de futebol ganha no Brasil comparado aos jogadores do sexo masculino, que há o boicotamento do futebol feminino, causado pela falta de investimento, propaganda e de interesse do público brasileiro.

Dessa forma, pode-se perceber que o debate acerca do papel da mulher no futebol é imprescindível para a construção de um sociedade igualitária. Ademais, é  imperativo que ocorra uma desconstrução na educação dada pelos pais aos seus filhos, por meio de discussões e oficinas nas escolas e em casa. Além disso, também com o intuito de acabar com o pensamento misógino, é necessário utilizar das vias midiáticas para propagar cada vez mais papeis já exercidos pela mulher e que pertencem a qualquer gênero.