O papel da mulher no futebol
Enviada em 24/03/2020
Sempre que falamos em futebol sem sombras de duvida pensamos no Brasil. Tão tradicional e cultural é o nosso futebol que não se pode deixar de circunscrever sobre ele o impacto criado sobre a sociedade e o processo de formação dos sujeitos quando trabalhado pelos mecanismos educacionais. Tal realidade torna-se mais culturalmente aceitável e bonita quando nos reportamos ao público masculino. Parte-se da compreensão de que não é o espaço da mulher, porque a rotulação que é atribuída a ela sempre foi da graciosidade e delicadeza. E, mesmo com tantos obstáculos, as mulheres tiveram força de vontade para adentrar em universos culturalmente masculinizados. Isso se torna tão evidente que o nível de participação das mesmas no futebol vem aumentando no Brasil, embalados pelas lutas dos seus ideais.
Porém parece que essa luta foi em ‘‘vão’’, pois ainda ocorre esse desprezo, como exemplo o narrador e o comentarista que foi demitido e renunciou o cargo, respectivamente, por falarem que a mulher, cuja iria ser bandeira, não sabia de nada sobre futebol. De acordo com o IBGE, as mulheres ganham 72,3% de um homem que tem a mesma escolaridade ou mesmo cargo, podendo ganhar até menos que isso.
Quando Marta ganhou pela sexta vez, passando de CR7 e Messi, ela de certa forma impôs que a mulher tem força para conseguir ganhar bola de ouro e participar do futebol, por isso que toda vez ela se sente emocionada, pois ela é a imagem geral do futebol feminino.
Outro exemplo da diferença de quanto as pessoas se importam com o futebol feminino é o salário delas em geral, com baseamento de Marta contra o de Neymar, de acordo com estatísticas, Marta ganha anualmente em torno de 400 mil dólares, enquanto Neymar ganha em torno de 14,5 milhões de dólares, ou seja, uma diferença muito grande comparado com o quanto que Marta joga.