O papel da mulher no futebol

Enviada em 25/03/2020

Há décadas somos fadados a conviver com um regime patriarcal e machista. Nesse sentido, o futebol feminino no Brasil sofre ainda mais com a falta de apoio e investimentos na modalidade, fato esse que resulta na desmotivação das atletas e ascensão do preconceito de gênero.

Em conformidade com uma pesquisa realizada pelo IBGE em 2010, analisa-se que mulheres recebem 72,3% do salário de um homem, considerando o mesmo cargo e mesma formação. Já no esporte, o preconceito é ainda mais gritante: homens recebendo quatro vezes o salário de uma mulher, mesmo essa sendo ganhadora de vários prêmios ao longo de sua carreira.

Conforme previsto no artigo 5º da Constituição Federal, homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações. Todavia, é evidente a ascensão de uma sociedade contemporânea cada vez mais excludente em relação as mulheres, as privando de direitos básicos e intransferíveis.

Desse modo, segundo Luther King, a injustiça em qualquer lugar, é uma ameaça a justiça em todo lugar. Portanto, vê-se a necessidade de intervenção do Ministério do Esporte juntamente com empresas nacionais, a fim de investir e patrocinar a categoria feminina. Em adição, é de suma importância promover a divulgação dos jogos por meio de propagandas nos canais de televisão, sendo abertos ou pagos e manter os valores dos ingressos acessíveis para todos os públicos. Dessa forma, além de promover lazer e entretenimento aos demais, estimulará o crescimento do futebol feminino no Brasil, passo importante para a desconstrução do regime patriarcal.