O papel da mulher no futebol

Enviada em 27/03/2020

Desde a Antiguidade na Grécia, havia uma desvalorização da mulher, ou seja, o gênero feminino era atribuído somente as tarefas domésticas e ao casamento. Nessa lógica, na atualidade, ainda persiste a desigualdade entre os sexos, principalmente no que se refere à prática de esporte, pois existe o estereotipo que jogar futebol é apenas para os homens. Diante disso, deve-se analisar a falta de efetividade nas leis brasileiras e a ausência de campanhas midiáticas no intuito de promover a equidade social.

Primeiramente, a falta de efetividade das leis é um problema para incluir a mulher no exercício e na carreira do futebol. Isso decorre desde a Ditadura Militar em 1964, quando foi proibido a inclusão do esporte ao sexo feminino, por questões de afirmações machistas que afirmavam a incapacidade desse gênero nos jogos. Contudo, com a promulgação da Constituição de 1988, é previsto que todos são iguais, sem distinção de qualquer natureza, tendo em vista que na prática esse direito federativo ainda é desrespeitado por uma parcela populacional; visto que é pouco comum uma família apoiar sua filha na carreira profissional esportiva. Logo, é preciso a criação de leis mais específicas para sanar com esse cenário.

Em segundo lugar, nota-se, ainda, que a ausência de campanhas midiáticas no intuito de promover a equidade entre os gêneros também é uma problemática. Isso porque, é mais recorrente a participação de ídolos masculinos do futebol em propagandas de marketing do que as mulheres, a exemplo, da jogadora Marta - eleita a melhor do mundo - que pouco aparece como modelo para as empresas comerciais. Nesse viés, essa ação contribui para a existência de diferenças salariais, de tratamento e do desrespeito mútuo. Portanto, é evidente a necessidade de desconstruir esse preconceito existente desde a Antiguidade Clássica.

Por fim, após os argumentos citados, é preciso solucionar esse impasse. É dever do Estado, adjunto com o Congresso - representante do poder Legislativo -, criar leis específicas para a punição rentável de pessoas comuns, empresas e centros esportivos que desmerecem ou coíbem a mulher de ter o direito de frequentar ou escolher o futebol como carreira profissional. Essa ação pode ser melhor executada, por meio da criação de um canal de denuncia - que pessoas vítimas desse preconceito deveram acessar -, a fim de impor a igualdade dos gêneros. Além disso, a Mídia deve empregar campanhas informativas sobre o dever de respeitar a mulher nas funções que ela escolher na sociedade contemporânea, por intermédio de propagandas de valorização de figuras públicas como a jogadora Marta, pois com essas medidas é possível sanar com esse cenário machista.