O papel da mulher no futebol

Enviada em 03/04/2020

Com a invenção do futebol moderno, no ano de 1863, a sociedade determinou, em virtude dos padrões sociais vigentes, regras que seguiam o modelo social aplicado, dentre elas o machismo e a divisão de classes. Hodiernamente, o ludopédio não aponta anteparos contra o modelo público em detrimento do capital, mas exclui de maneira sexista mulheres que se dispõem a praticá-lo, independente do patrimônio e representativa.

É relevante mencionar, a priori, que  há no Brasil, e na maioria dos países do mundo, regras  de igualdade de gênero que não possuem a devida aplicabilidade. Nessa perspectiva, parafraseando a carta magna brasileira que expressa em seu quinto artigo os direitos fundamentais do cidadão e a importância da isonomia legal no ambiente esportivo e nos demais âmbitos cujo a lei se faz presente. Em síntese, tal código constitucional somente possuirá eficácia representativa a partir de uma conscientização social quanto as atribuições do indivíduo.

Nesse viés, as condições sociais femininas agravam o preconceito sofrido exigindo da mulher uma padronização do comportamento perante a sociedade. A título de ilustração, é válido ressaltar a obra " O povo brasileiro", do sociólogo Darcy Ribeiro, que demostra a pluralidade no comportamento e costumes não somente presentes no brasileiro, mas sim no indivíduo cosmopolita, a fim de desconstruir o desrespeito ligado ao padrão. Entende-se, portanto, que é fundamental o papel da mulher em todas as áreas cabíveis ao sujeito humano com isonomia e dignidade.

Em suma, o papel feminino no futebol é fundamental para a representatividade perante a sociedade e para desconstrução do preconceito ligado ao sexismo. Sendo assim, cabe ao poder legislativo - órgão responsável pela elaboração das leis- aprovar medidas de incentivos ficais legais à clubes futebolísticos tradicionais, através do estimulo a contratação de mulheres para comporem uma vertente feminina do esporte, a fim de cumprir com eficácia o texto constitucional no que se refere a igualdade dos indivíduos diante aquilo que lhe é cabível.