O papel da mulher no futebol
Enviada em 06/04/2020
A desigualdade entre gêneros é um fato que perdura até hoje em nossa sociedade. Em todas as esferas sociais é comumente observado a existência dessa desigualdade, e os esportes, principalmente o futebol, refletem bem esta questão. Por isso, mesmo com o crescente aumento de mulheres no futebol, ainda é possível observar quanto há um desequilíbrio no tratamento, na diferença de salários e na visibilidade.
Em resumo, esta ideia é resultante da cultura patriarcal e machista que nos envolve. Isso se dá pela idealização de que mulheres são para cuidar de casa e família, que são o sexo frágil. Essa concepção é reafirmada principalmente na infância, quando separam-se “brincadeiras de meninos e meninas”, na qual os meninos jogam futebol, brincam com carros, e meninas brincam com bonecas e de donas de casa. Ou seja, há falta de incentivo às práticas de esportes desde a infância.
Além disso, é importante destacar a falta de patrocínios e a pouca visibilidade. Também é notável a discrepância entre os salários, os atletas masculinos recebem muito mais que as atletas femininas. Uma postagem da ONU em uma rede social, mostra que o jogador Messi recebe o dobro de 1.693 jogadoras das principais ligas do mundo. Nesse sentido, durante a Copa do Mundo Feminina de 2019, a jogadora Marta divulgou a campanha “Go Equal” que tinha por objetivo a igualização dos salários entre os dois gêneros;
Portanto, cabe às confederações e aos clubes que providenciem salários mais justos; aos governos que patrocinem as práticas de esportes femininos; à mídia que dê maior visibilidade e importância ao futebol feminino. Também é preciso que os amantes do futebol passem a acompanhar e dar apoio às meninas. Outro ponto importante é que mais mulheres ainda precisam ocupar cargos dentro do “universo futebol”, sendo treinadoras, árbitras, dirigentes, enfim, com esta possibilidade outras mulheres se inspirarão e terão mais segurança em seguir sua carreira no futebol.