O papel da mulher no futebol
Enviada em 07/04/2020
Por muitos anos, as meninas eram educadas para se tornar esposas, genitoras e responsáveis pelas lides do lar, quando adultas. Além disso, precisavam de um provedor para sua subsistência, o que as colocava em posição de inferioridade perante os homens. Felizmente, os movimentos feministas ocorridos durante o século XIX foram decisivos para romper com esse paradigma de submissão, e conceder à mulher a liberdade de escolha. A partir de então, a mulher pode participar de diversas áreas da sociedade, incluindo aquelas dominadas pelos homens.
Na canção de Chico Buarque, as mulheres deveriam mirar-se no exemplo daquelas de Atenas, que viviam por seus maridos. Entretanto, muitas fugiram desse estereótipo e adquiriram fama através do futebol, considerado uma prática desportiva masculina até poucos anos atrás. Vale ressaltar que a conquista das quadras e campos de futebol pelo sexo feminino foi e continua sendo um grande desafio, uma vez que o acesso não é democrático, além de haver reduzido número de times no país.
Ademais, na maioria das escolas, onde o esporte poderia ser amplamente difundido entre os gêneros, ainda impera a cultura da sociedade patriarcal que exclui meninas da prática do futebol. Em diversos locais, as meninas são convencidas por familiares, e até pela comunidade escolar a praticar dança clássica ou Ballet, ao passo que, aquelas que desafiam jogar futebol, sofrem Bulling, tendo sua feminilidade posta à prova.
Diante do exposto, autoridades do esporte, como a Federação Internacional do Futebol, por exemplo, devem determinar, no regimento interno, paridade entre jogadores do sexo feminino e masculino nos campeonatos. Tal medida poderá assegurar participação igualitária entre os gêneros nas competições. Também, a equipe técnica do Ministério da Educação deve introduzir o futebol feminino na Base Curricular Comum Nacional. Essa medida tende a desmistificar a masculinidade do esporte e ampliar o acesso das meninas ao mesmo.