O papel da mulher no futebol

Enviada em 08/04/2020

A sociedade atual condena o machismo, entretanto o prática da mesma forma. O machismo velado é um dos grandes problemas da sociedade e no futebol feminino não seria diferente. Um esporte que é considerado “macho” ou masculino fez com que as mulheres passassem 40 anos proibidas por lei de prática-lo no Brasil, por ser considerado um esporte que ia contra a “natureza feminina”. Ademais o país do futebol não é tolerante com todos os praticantes do esporte, visto que, só é transmitido nos canais de televisão aberto campeonatos e a copa de futebol masculino. Além disso jogadoras não são valorizadas em salário, nem em patrocínio e muito menos em créditos por seus feitos no esporte.

Embora a copa do mundo de futebol feminino ter sido televisionada em 2019, houve muitas polêmicas durante sua transmissão. A exemplo diversos comentários machistas por parte de torcedores, principalmente em redes sociais e em ênfase a comentários sexuais e homofóbicos. Com isso é de salienta-se que apenas durante o período de 7 de junho a 7 de julho de 2019 que se ouviu falar mais do futebol feminino, visto que, após este tempo não foram mostradas outras partidas na televisão. As emissoras de televisão não transmitem, normalmente por não ter o retorno que o futebol masculino trás. “Se realmente queremos mudanças, precisamos de todo mundo se posicionando contra o machismo” fala de Megan Rapinoe, capitã da seleção feminina dos EUA, vencedora da copa do mundo de 2019.

Nota-se que outros motivos para que não tenha muitas representações femininas no futebol, também se dá pelo baixo salário de profissionais, o pouco e quase nenhum patrocínio e o baixo reconhecimento de que mulheres são ótimas jogadoras. Marta é jogadora de futebol da seleção brasileira, ela já foi escolhida seis vezes a melhor do mundo na frente de Cristiano Ronaldo e Messi, que atualmente são os jogadores mais bem pagos e mais conhecidos no mundo. O salário de Marta não passa dos U$ 400 mil por ano. Já o de Cristiano Ronaldo ultrapassa a casa dos milhões de euros. Marta jogou sem patrocínio na copa de 2019 por não a reconhecerem. Messi ganha milhões com patrocínio em um mês.

Com isso constata-se que o futebol feminino sofre muitos preconceitos devido, principalmente ao machismo velado. Logo, clubes de futebol devem reconhecer e investir mais nas seleções femininas, em treinamento e salário, além das redes de televisão colocar em jogo a igualdade transmitindo assim o futebol feminino e masculino, não apenas em época de copa do mundo. Desta forma o público irá cada vez mais reconhecer o futebol feminino não apenas por mulheres “brincando de jogar”, mas sim, por profissionais mostrando o seu melhor em sua profissão. Desse modo irá também inspirar muitas outras mulheres a serem jogadoras o que acarreterá em mais patrocínios e em mulheres mostrando que o machismo no século XXI não é tolerado de nenhuma forma possível.