O papel da mulher no futebol
Enviada em 22/04/2020
A misoginia é uma das poucas características comuns entre distintos Períodos e Estados. Este fato afeta diretamente o papel da mulher nas interações sociais, e, com o futebol, não é diferente. Evidencia-se isso no interesse do público quanto a modalidade feminina e masculina, enquanto os jogos dos jogadores brasileiros na Copa do Mundo geram a paralisação de comércios e escolas, as partidas das jogadoras por vezes não são transmitidas nas redes de televisão abertas. Sendo assim, nota-se a necessidade de rever as funções das mulheres neste esporte.
Em primeira análise, a principal causa do baixo envolvimento feminino no futebol é a mesma que afeta diretamente o cotidiano da sociedade - o entendimento do homem ser superior à mulher. Este pensamento fez o esporte se desenvolver majoritariamente pelos homens, as grandes vitórias são lembradas por grandes jogadores como Pelé, Maradona e Ronaldo. Enquanto atletas impressionantes como Marta e Cristiane não fazem parte dessa memória afetiva.
Este cenário gera consequências à maneira como a mulher empenha seu papel no futebol. Diante das poucas referências históricas, tem-se como resultado o baixo interesse do público, que, por conseguinte, reduz o impacto que jogadoras e técnicas desenvolvem. Sendo assim, os futebolistas encontram-se no desafio de aplicar de forma mais eficiente o que é produzido fora do gênero masculino, visto que a capacidade de agregar ao esporte é a mesma para ambos os gêneros.
Diante destas dificuldades, tem-se um fator a ser explorado visando promover a participação feminina no esporte: O Pioneirismo. Conhecendo as valências das jogadoras, as redes de transmissão devem valorizar os jogos femininos, assim, o público irá interagir melhor com as jogadoras gerando aumentos na audiência. Além disso, as vendas de itens das atletas devem ser exploradas pelas companhias, o que aproxima as futebolistas da população e cria lucros às empresas. Deste modo, o papel da mulher deve ser mais influente no futebol.