O papel da mulher no futebol

Enviada em 07/05/2020

Na comédia estado-unidense “Ela é o cara”, uma menina escolhe se passar por menino para poder jogar futebol em uma escola pois na sua não possui time. Fora da ficção, a falta de valorização da mulher no esporte acaba causando uma diferença salarial e a subestimação das atletas e colaboradoras que atuam no ramo.

É fundamental analisar os níveis de popularidade dos campeonatos femininos e masculinos. Assim, na copa de 2018 o público médio por partida, divulgado pela Fifa, passou dos 500 mil espectadores enquanto na copa feminina de 2019, essa média estava por volta dos 100 mil. No Brasil, essa foi a primeira vez que elas foram a atração principal para as grandes massas nos canais abertos o que incentivou a rede bandeirantes a transmitir o campeonato Brasileirão feminino da série A em 2020. As jogadoras brasileiras dão um show de bola mas a população não é incentivada a assisti-las e valoriza-las por sua qualidade.

Pontua-se,por outro lado, não é todo jogador de futebol que ganha salários exorbitantes, essas exceções são exclusivas dos grandes times. Mas são esses times que muitas vezes escolhem dissolver as equipes femininas para sustentar o pagamento de 1 ou 2 jogadores masculinos como aconteceu com as meninas do time paulista do Santos em 2011. Isso, não deve ser considerado aceitável em pleno século 21 e nem a ideia de que homens e mulheres que atuam no mesmo status social, como estarem na primeira classe de seus campeonatos, recebam recebam de seus contratuantes salários líquidos extremamente diferentes.

Nota-se, portanto, que o papel da mulher no futebol deve ser debatido. Para isso é necessário que as redes de televisão proporcionem para a população os meios de visibilidade para elas através de campanhas e transmissão de campeonatos e jogos. É preciso também que clubes e patrocinadores colaborem nessa visibilidade com a formação de times e colocando-as em campanhas, respectivamente. Dessa forma nenhuma menina precisará ser o “cara”, mas sim a Marta.