O papel da mulher no futebol
Enviada em 04/05/2020
Segundo a filosofa Simone de Beauvoir, não nasce mulher: torna-se. Sendo assim, o estigma da representação do ser mulher e seu papel são definidos e criados dependendo de cada ‘‘época’’. Por isso, é necessário que as atividades femininas sejam cada vez mais amplas para todas, visando a relação dos direitos iguais, como também, no futebol. Pois, mesmo atualmente, as mulheres ainda sofrem preconceito na profissão, mostrando que seu papel nesse esporte é de representatividade e o de exercício de seu direito. Dessa maneira, endo que vista o papel de representatividade que as mulheres exercem no futebol, é necessário entendê-lo. Assim, ao jogar esse esporte, ela não apenas exerce sua profissão, como também, serve de inspiração para as crianças como forma de quebrar esse ‘’tabu’’ de que futebol é para meninos. Prova disso, segundo o jornal Open Editions, da USP, fez uma pesquisa que mostrou que o futebol é espaço de empoderamento para o público feminino, visto que é algo que, por muitas décadas foi considerado algo que ‘’não era pra mulher’’, sendo a prática dele, por elas, uma forma de empoderamento e afirmação. Portanto, faz-se necessário que a prática do futebol seja cada vez mais ampliada para mulheres e meninas, como forma de exercer a representatividade feminina nesse esporte e seu papel afirmativo de luta de igualdade social, provando que esse esporte é para todos. Além do futebol feminino ser uma prática de afirmação e representatividade exercida por elas, também é uma forma de exercer seu direito a esse esporte. Assim sendo, estudos feitos pela revisa M de Mulher, da Abril, mostraram que o futebol era proibido para as mulheres até o ano de 1979, quando começou a ser legalizado. Ou seja, o grupo feminino não tinha acesso à essa prática, sendo hoje em dia, algo legalizado a elas e sua prática uma forma de exercer seu direito. Dessa forma, quando uma mulher joga futebol, além dela estar praticando algo constitucionalizado pela lei, também está mostrando um ato de igualdade alcançado, sendo isso de extrema importância social por demonstrar um papel de igualdade de direitos entre gêneros. Por conseguinte, tendo em vista o papel exercido pela mulher no futebol como de extrema importância, dado o seu caráter afirmativo e como de exercício de direitos, é necessário que a sua prática seja cada vez mais ampliada aos públicos femininos, sendo elas adultas ou crianças. Logo, deve haver o apoio governamental mais presente em ações públicas que proporcionem a prática desse esporte por elas. Então, devem ser abertas, cada vez mais, quadras de futebol e professores que ensinem o público feminino a prática do futebol, além do ensino dele nas escolas durante as aulas de educação física, tendo em vista seu papel afirmativo e de igualdade de direitos.