O papel da mulher no futebol

Enviada em 04/05/2020

A Constituição Federal assegura o principio da isonomia entre os cidadãos, no entanto, sabemos que há um machismo enraizado na sociedade, o qual inferioriza, principalmente, as mulheres. Nesse sentido, a prática do futebol por esse grupo é, ainda, alvo de bastante julgamento. Nessa perspectiva, o papel da mulher nessa modalidade esportiva tornou-se fundamental no combate a preconceitos seculares, além de ser essencial para engajar lutas em prol do feminismo e de minorias sociais.

Em primeira análise, vale salientar que o futebol é, ainda, visto por muitos, como um esporte do gênero masculino, na qual as mulheres são incapazes de praticar. No entanto, atualmente, algumas lutas foram vistas, por algumas jogadoras, para tentar romper esse preconceito patriarcal. Prova disso é a jogadora brasileira Marta, a qual, na copa do mundo de 2019, calçou uma chuteira sem patrocínio, em que nela havia apenas o símbolo da igualdade de gênero, de modo a criticar o machismo e a falta de investimentos financeiros pelas empresas. Isso mostra o quanto o papel da mulher é importante, hoje, no futebol, de maneira que a influência pode levar as sociedades do mundo a refletirem mais a fundo sobre esses paradigmas sociais.

Em segunda análise, vale ressaltar que, para além da quebra de preconceitos, o papel da mulher no futebol se torna essencial para engajar lutas pró-feministas e de minorias sociais. Isso porque muitos gêneros se tornam omissos pela cultura do patriarcado, como por exemplo: os LGBTQ+, de modo que a união desses grupos torna-se mais eficiente no combate à inferioridade. Prova disso é que uma jogadora estadunidense: Megan Rapinoe, tornou-se embaixadora de um projeto chamado “athlete ally”, o qual luta pela igualdade de acesso aos esportes, independentemente do gênero ou orientação sexual do indivíduo. Isso é mais um fato de que o papel da mulher no futebol tem tornado-se algo para além das “quatro linhas”, de modo a engajar lutas sociais de extrema importância para o mundo atual.

Portanto, visto o quanto o papel da mulher no futebol tem sido importante para o engajamento de lutas sociais, o MEC, juntamente com as escolas, deve convidar atletas femininas, especialmente do futebol, a fim de debaterem e/ou palestrarem, para pais e alunos, sobre os preconceitos vivenciados por elas em meio aos esportes, além de, por meio das palavras, estimular essa quebra de preconceitos. Outrossim, as próprias instituições escolares podem, por meio de atividades lúdicas e mostras culturais, promoverem o questionamento estudantil acerca do feminismo e das causas LGBTQ+, de modo que esses alunos cresçam com uma visão menos patriarcal da sociedade em que vivem. Desse modo, o principio da isonomia defendida pela Constituição tende a ser cada vez mais respeitada.