O papel da mulher no futebol

Enviada em 07/05/2020

No filme “Ela é o cara” é narrada a história de Viola, uma garota apaixonada por futebol que precisa assumir a vaga do seu irmão gêmeo para continuar jogando no time, por conta da discriminação que ela sofre por ser mulher. Infelizmente, essa situação não se resume às telas, sendo a realidade de muitas brasileiras que são excluídas do esporte por conta do gênero a qual pertencem, além disso, a desigualdade salarial no meio esportivo é uma problemática que precisa ser solucionada.

Convém ressaltar, a princípio, que a exclusão das mulheres no futebol se dá uma vez que o esporte foi associado a uma prática destinada aos homens, tal conjuntura se deve ao fato das mulheres serem vistas como frágeis. Acreditava-se que a prática do futebol colocaria em risco a integridade das mulheres brasileiras, alegando-se que alguns esportes não seriam compatíveis com a natureza feminina.

Outro ponto relevante, é a questão da gritante desigualdade salarial no meio esportivo. De acordo com a Constituição Federal de 1988, é proibida a diferença de salários por motivos de sexo, idade, cor, estado civil para quem desempenha a mesma função. Porém, a realidade mostra que não há igualdade salarial quando se compara o salário da jogadora Marta com o salário do jogador Neymar, ambos desempenham a mesma função e são considerados os melhores jogadores da seleção brasileira. Portanto, medidas são necessárias para resolver esses impasses.

Logo, o Governo juntamente com o Ministério da Cidadania, deve oferecer capacitação aos professores de educação física por meio de cursos on-line para que ensinem seus alunos sobre a importância da igualdade de gênero no esporte, e com a ajuda da comunidade acadêmica, eventos esportivos serão criados para essa iniciativa ser colocada em prática. Com tais implementações, o problema poderá ser uma mazela do passado da História Brasileira, tornando o Brasil um país mais justo e igualitário.