O papel da mulher no futebol
Enviada em 01/05/2020
O Brasil é conhecido como o “país do futebol”, tendo destaque a jogadora Marta da Silva, a qual teve seu reconhecimento como melhor futebolista seis vezes e a maior vencedora da história. Entretanto, Marta é apenas uma exceção, evidenciando que há uma discrepância entre o futebol feminino e masculino, sendo, o primeiro, muitas vezes menosprezado e inferiorizado. Com isso, entende-se que a forte interferência cultural exclui e dificulta o papel feminino da mulher no futebol, além de desenvolver uma desigualdade salarial, a qual atua como desestimulador.
É essencial, primeiramente, entender que a sociedade é regida e manuseada por ideais que desvaloriza a mulher, como participante do futebol. Segundo o filósofo Émile Durkhein, fato social é a maneira coletiva de agir e pensar de uma corporação, o exterior do indivíduo. Sendo assim, a população compartilha regras morais, misóginas, e costumes que mantêm a sociedade “unida”. Logo, a cultura machista, que engloba apenas o homem como ser atuante e entendedor do futebol, desenvolve um ambiente hostil para a mulher, no qual repele o papel e a influência feminina no esporte.
Convém pontuar, ainda, que a cultura machista, muitas vezes endeusada, favorece a discrepância salarial entre jogadores e jogadoras. Todavia, Simone de Beauvoir, ativista de nome importante no feminismo, já advertiu: não se nasce mulher, torna-se. Ou seja, não há nada na biologia feminina que determine sua inferioridade frente aos homens. Contudo, cada cultura criou os padrões de ação e comportamento de determinado gênero, muitas vezes sendo proclamado que as mulheres não tem aptidão para serem grande jogadores, sendo consideradas o gênero “frágil’. Tal costumes é refletido no quão o futebol feminino é valorizado ou não, ou seja, afeta diretamente no salário da esportista. Prontamente, as mulheres acabam desistindo de levar uma carreira profissional, afinal, a falta de engrandecimento e reconhecimento é um fator desestimulante.
Nota-se, portanto, que a cultura e sociedade machista, ao desenvolver um ambiente hostil e uma desigualdade salarial, afasta a mulher do seu papel no futebol. Sendo assim, cabe aos Governos Estaduais, como organizadores sociais, em parceria ao Ministério da Cidadania, um superministério com fusão do esporte, atrair as mulheres, ao englobar todas as idades, por meio do desenvolvimento de campeonatos premiados. Desta forma, o futebol feminino será difundido e normalizado na sociedade, destruindo o senso comum contra a mulher no esporte. Ademais, cabe ao poder Executivo, por ter o poder aplicar as leis, reforçar a legislação brasileira, que garante a igualdade salarial, por intermédio de mutas e punições para os clubes. Assim, poder-se-á transformar o Brasil, o país do futebol, em uma federação que englobe e valorize, cade vez mais, as “Martas”.