O papel da mulher no futebol
Enviada em 07/05/2020
A Revolução Francesa com seus ideais iluministas de “liberdade,igualdade e fraternidade”,implantou uma nova concepção de mundo no qual esses princípios se fazem presentes.Porém,essa realidade não condiz com o cenário do futebol feminino,visto que elas são desvalorizadas e vítimas de preconceito,devido a passividade da maioria da população e o machismo ainda enraizado na mesma.
Atualmente,a educação brasileira dita “bancária”,de acordo com o educador Paulo Freire,que é a pedagogia da passividade e da repetição,faz com que temas como o papel da mulher no futebol não seja abordado socialmente, uma vez que necessita de um sujeito crítico para debater tal assunto. Com isso, a inclusão das mulheres no futebol fica ainda mais difícil,pois junto com a cultura machista ainda presente no meio social e o preconceito que se tem com a presença feminina não apenas como espectadora,mas também como atuante fica cada vez mais difícil da população enxergar que a mulher pode sim ter seu papel no futebol não apenas como a que fica na arquibancada e sim a que joga e quer ver a plateia torcendo por ela.
Somado a isso, o meio social brasileiro transita por uma “moral de rebanho”,que segundo o filósofo alemão Nietzch,é quando uma ideia prevalece e os outros apenas seguem, de que a mulher é frágil e o futebol é um esporte masculino,por conta de sua exigência física e mental.Essa visão equivocada,faz com que o futebol feminino não tenha a sua devida valorização e que empresas midiáticas não invistam na maior visibilidade desse esporte,uma vez que no masculino se tem muito mais retorno financeiro e visual .Além disso,a falta de credibilidade incentivada pela visão machista ainda presente no brasil de que a mulher não pode ser melhor do que o homem em um esporte que tem predomínio masculino incentiva para que o tema em questão fique ainda mais invisível diante da sociedade,já que uma parcela da população ainda crer que a mulher deve apenas aplaudir e os homens serem as estrelas.
Faz-se necessário,portanto, o investimento por parte dos centros educacionais em uma educação que vise formar pessoas mais críticas e detentoras de assuntos sociais como o tema em questão, por intermédio de palestras com especialistas no assunto e mulheres que vivenciam o mundo do futebol,que estimulem os alunos a serem sujeitos de suas ideias, a fim de que a passividade do meio social não deixe que o papel da mulher no futebol não seja colocado em questão,e ainda a contribuição da mídia e empresas voltadas para tecnologia na maior visibilidade do assunto em análise, por meio de comerciais e aplicativos que mostrem a importância social e histórica da mulher no futebol, para que o preconceito não desfavoreça essa conquista e a moral de rebanho vigente no Brasil seja diferente.