O papel da mulher no futebol
Enviada em 01/05/2020
O filme “menina de ouro”, de produção estadunidense, fala sobre uma garota que tinha o sonho de se tornar boxeadora, mas é rejeitada por um treinador, pois ele não treina mulheres, para alcançar seu objetivo ela busca dia após dia mostrar sua capacidade. Paralelamente a isso, tem-se o persistente cenário de luta da figura feminina para se inserir no futebol, sendo esse grupo fundamental para a quebra das limitações impostas tradicionalmente aos papéis femininos e para ressignificação dessa prática esportiva.
Em primeiro plano, vale salientar que o futebol emergiu de um passado de desigualdades, carregado de valores masculinos, essa visão machista perdura até os dias atuais, de forma cada vez menos intensa, mas ainda sendo, muitas vezes, renegado à figura feminina. Entretanto, o papel desse grupo vem sendo fundamental para a ressignificação da prática futebolistíca, desde 1990, após a primeira “Conferência Mundial sobre Mulheres e Esporte” - na Inglaterra-, a mulher tem recebido uma crescente atenção no cenário mundial. Isso faz com que a cultura de “futebol é para homens” entre em transição, abrindo espaço e oportunidades para o empoderamento feminino e a legitimação do lema “lugar de mulher é onde ela quiser”.
Outrossim, durante os anos de 1941 até 1979, período do governo de Getúlio Vargas, foi imposta uma lei que proibia a prática do futebol por mulheres, pois era considerada como uma atividade incompatível com as condições naturais desse classe. É sob esse viés que a inserção da figura feminina quebra com as limitações e papéis impostos tradicionalmente a elas, em que sua atuação era limitada a atividades familiares e trabalhos de “baixo esforço físico”, assim o ambiente futibolístico tornou-se um espaço para mostrar sua capacidade de desenvolver habilidades tanto quanto os homens. Entretanto, é preciso ações afirmativas que garantam a participação ativa desse grupo, visto que muitos impecilhos ainda contribuem para a diáspora nessa esfera.
À luz dessas constatações acerca do papel da mulher no futebol, portanto, cabe ao Ministério do Esporte em parceria com a Federação Internacional de Futebol (FIFA), investirem em ações afirmativas de incentivo ao patrocínio e participação da figura feminina nesse meio. Isso por meio de campanhas na mídia esportiva que deem maior visibilidade aos campeonatos, além de estabelecer valores salariais fixos ou semelhantes, compatíveis ao desempenho do jogador, independente do sexo. Ademais, o Ministério da Educação deve desconstruir a partir da infância essa visão machista que circunda o meio esportivo, com debates e palestras quem estimulem a visão de um futebol igualitário e com a participação das meninas. Almejando, desse modo, a democratização do esporte.