O papel da mulher no futebol
Enviada em 07/05/2020
Durante a exibição do filme “Mulher Maravilha”, Diana Prince enfrenta uma guerra e luta de todas as formas para solucionar tal situação, lidando, principalmente, com o machismo sofrido pela personagem. Fora da ficção, a falta de informação e empatia sobre o papel das mulheres no futebol, por parte da população, agrava ainda mais o cenário de preconceito sofrido por elas nesse meio. Além disso, a falta de diálogo dentro de casa, também contribui com esse lamentável crescimento.
Em primeira análise, o sonho subestimado de muitas meninas em ser jogadora de futebol é uma das principais formas aplicadas do preconceito. Ação demostrada pelo filme “Ela é o cara”, no qual a personagem Viola finge ser o seu irmão para poder treinar no time masculino da escola, já que, não foi aceita no time masculino da sua antiga instituição de ensino, simplesmente pelo fato de ser mulher. Preconceito muito frequente na atualidade, já que, os times femininos são reduzidos pelo fato da sociedade considerar futebol um esporte para meninos; o que, infelizmente, incentiva a desigualdade de gêneros.
Em segunda análise, de acordo com o filósofo iluminista John Locke, o ser humano é como uma tábula rasa e sua consciência é criada a partir de seu meio de vivência. Associando essa teoria ao contexto, a falta de diálogo dentro de casa e do debate sobre não existir esportes específicos para meninas e outros para meninos, acarreta na intensificação do número de futuros adultos preconceituosos. Fato que pode ser comprovado com uma conversa, que ficou mundialmente famosa, entre um comentarista esportivo e um narrador, ambos da “SkySport”, na qual eles zombaram da situação ao descobrirem que a bandeirinha de um jogo importante do campeonato inglês seria uma mulher. Triste condição que, infelizmente, acontece frenquentemente no cenário mundial.
Portanto, fica claro que medidas precisam ser colocadas em prática a fim de enaltecer o papel da mulher no futebol. As escolas, juntamente com a mídia, devem propagar mais a união dos gêneros de formas saudáveis, o que poderia ser feito através de propagandas midiáticas, palestras com especialistas para os alunos mais velhos e aulas práticas de educação física com turmas mistas desde o infantil. Ações que além de estimular o coletivo das crianças desde cedo, vai reduzir o número de futuros adultos que insistem em acreditar que existe esporte específico para cada tipo de gênero. Já as famílias, juntamente com o apoio do Governo, devem estimular o diálogo e uma maior intimidade entre os membros da própria casa, o que deve ser colocado em prática por meio de conversas com as crianças desde pequenas, se necessário com auxílio de psicólogos, e com gincanas esportivas entre eles. O que ajudaria a conscientizar os futuros jovens e diminuiria a quantidade de “Violas” no mundo.