O papel da mulher no futebol

Enviada em 08/05/2020

Consoante o empresário americano Thomas Edison, a insatisfação assume caráter primordial à efetiva evolução humana. Sob essa perspectiva, a sociedade brasileira, na contemporaneidade, apresenta descontentamento frente à desvalorização destinada à figura feminina no ambiente do futebol e, consequentemente, objetiva alterações em tal conjuntura. Contudo, além do preconceito “arraigado” à configuração social perpetuante, a injustiça secular centrada em ineficiências Estatais fomenta a permanência da problemática e, assim, inviabiliza o real progresso da nação tupiniquim.             Destarte, pontua-se, a priori, que, com o advento da denominada Revolução Industrial e suas consequentes inovações tecnológicas, o Brasil modernizou-se, a mulher foi inserida no mercado de trabalho e o máximo desenvolvimento racional é atingido. No entanto, mesmo diante do avanço intelectual vivenciado, perpassado o tempo, valores segregacionistas permanecem atuantes, por conseguinte, distinções de gênero são explícitas nos mais diversos setores empregatícios. Nesse contexto, a desigualdade existente no cenário futebolístico desperta repúdio, mas é comum e enfatiza a hegemonia masculina, bem como ideais machistas perpetuantes. Assim sendo, a presença e imposição da figura feminina nessa área de atuação assume elevada representatividade, pois rompe paradigmas e ratifica o movimento de empoderamento e protagonismo.                                                                         Outrossim, a inferiorização da mulher no âmbito do futebol não focaliza apenas preconceitos “enraizados”, mas também ineficiências Estatais quanto ao asseguramento dos direitos básicos. Nessa perspectiva, o “abismo” social, que se caracteriza pela supremacia do sexo masculino no departamento futebolístico brasileiro, evidencia uma faceta da negligenciação governamental. Posto isso, há uma incontrovertível retificação da Constituição Cidadã (promulgada em 1988 e vigorante no Brasil hodierno), visto que ideais de igualdade não são viabilizados e permanecem intangíveis na atualidade. Dessa forma, a luta feminina por espaço e reconhecimento vai de encontro aos valores propagados pelo machismo, o que reverbera a busca pelo respeito e princípios igualitários.                                            Logo, medidas são vitais à dissolução da desigualdade de gênero existente no futebol brasileiro. A princípio, é imperioso que o MEC (Ministério da Educação e Cultura), mediante a realização de palestras televisionadas e regidas por defensores da causa feminista, conscientize a população sobre a importância da mulher futebolista para que, assim, as barreiras do preconceito sejam transpostas. Ademais, o Estado deve, por meio de ações policiais voltadas à fiscalização das condições de trabalho da figura feminina no ambiente futebolístico, assegurar os ideais constitucionais de igualdade, a fim de que a cidadania seja promovida e o progresso proposto por Thomas, finalmente, atingido no Brasil.