O papel da mulher no futebol
Enviada em 04/05/2020
Segundo o sociólogo Focault, tem-se na sociedade uma “disciplinarização dos corpos”. Tal premissa se concretiza pelo conjunto de normas e valores a serem impostos sobre um individuo, por um simbolo de poder, constituindo um corpo dócil. Dessa forma, a cultura patriarcal pratica a docilização do corpo feminino diante do homem. Dessa forma, a participação feminina no futebol é fundamental na quebra de “habbitus” machistas, e no incentivo ao empoderamento feminino, pois essa pratica esportiva possui um poder de representação da identidade nacional.
Nessa conjuntura, de acordo com o sociólogo Bordieu, os indivíduos ao longo da sua formação cultural adquirem um conjunto de “habbitus”. Isso implica dizer que o individuo, absorve os valores da sociedade que o cerca e o reproduz de forma mecânica e inconsciente. Diante disso, a partir da participação feminina em um esporte culturalmente masculino, provoca-se a auto reflexão e a quebra de paradigmas socialmente enraizados. No entanto, essa participação enfrenta grandes dificuldades em função da faltas de investimentos do governos nos clubes femininos de futebol. Prova disso esta em dados da revista politize, a copa do mundo masculina é financiada por 400 milhões de doláres, enquanto a feminina é por apenas 30 milhões.
Além disso, segundo o sociólogo Erving Goffman, a sociedade se encontra em um processo de “mortificação do Eu’. Tal premissa se concretiza pela perda do pensamento individual, por influência de fatores coercitivos, e o individuo se junta à uma massa coletiva, de forma acrítica e passiva. Junto a isso, a participação da mulher no futebol confronta diretamente os esteriótipos impostos pela cultura predominante, incentivando o empoderamento feminino, pois permite a identificação desse gênero como elemento construtor da identidade nacional. No entanto, tem-se uma desvalorização da participação feminina nesse esporte, a partir de diferenças salariais bruscas. Prova disso esta em dados da Uol, a quais apontam um distanciamento salarial entre a jogadora Martha e Neymar em mais de 14 milhões de doláres.
Portanto, é necessário que a secretária do esporte promova um maior financiamento dos clubes femininos de futebol, a partir da criação campanhas e propagandas que busquem conseguir atingir um publico maior, visando atrair financiadores para os clubes. Além disso, é fundamental que o ministério da educação combata a passividade individual em relação as desigualdades de gênero, por meio de palestras e debates, a quais questionem a razão das discrepâncias salariais entre os jogadores de gêneros opostos, visando o incentivo a valorização financeira da participação da mulher no futebol, em função de sua importância no combate a docilização da mulher.