O papel da mulher no futebol
Enviada em 07/05/2020
Desde o surgimento, no ano de 1850, do movimento feminista, no qual as mulheres lutaram por direitos iguais, cada vez mais mulheres estão conseguindo ocupar lugares nos ambientes que antes eram apenas masculinos. Um exemplo disso, é o futebol feminino, uma das maiores representatividades contemporâneas desse movimento. Porém, tal papel nesse esporte possuem empecilhos, como a discrepância salarial e o preconceito da população.
A priori, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), uma mulher ganhar 27% a menos do salário de um homem para exercer a mesma função. Por analogia, temos o futebol, no qual a jogadora Marta Vieira ganha por gol, de acordo com o site UOL, cerca de 2% do valor que o jogador Neymar Jr. recebe também por gol, sendo eles os dois melhores jogadores da seleção brasileira atual. Por conseguinte, as mulheres se sentem desmotivadas a entrarem em certos ramos profissionais, mas as jogadoras mostram que todas podem entrar no ramo que desejam e assim a população feminina pode se juntar a elas no combate a tal desigualdade.
A posteriori, o machismo, que propaga a superioridade do homem em relação a mulher, foi herdado a vários povos, e assim atribuíram à população feminina certas funções como “dona de casa”, impedindo-as de exercer profissões antes ditas masculinas, por exemplo a engenharia e o futebol. Nesse contexto, quando mulheres optam por tais profissões, acabam sofrendo julgamento da população em relação a sua sexualidade ou a competência em seu trabalho. Porém, contrário a isto, Marta Vieira foi eleita seis vezes a melhor jogadora do mundo, de acordo com a rede de notícias Globo Esporte, mostrando sua capacidade nesse ramo “masculino”.
Para que, o papel das mulheres no futebol se fortaleça, as organizações futebolísticas devem estabelecer um padrão salarial independente do gênero, através de regras estabelecidas para os patrocinadores, para que aja igualdade salarial não só no futebol, mas que possa influenciar também outras profissões. Além disso, as escolas devem ensinar às crianças que não há diferença entre os gêneros, pois todos são capazes de exercer qualquer profissão. Isso, por meio de palestras e aulas interativas que eduquem os pequenos a não serem preconceituosos, com o intuito de fortalecer o importante papel das mulheres no futebol e no mundo.