O papel da mulher no futebol
Enviada em 07/05/2020
Na Grécia Antiga, mulheres eram excluídas dos jogos por, segundo os líderes, não terem condições físicas para exercer as atividades, desse modo alimentavam o estereótipo que o lugar delas é somente em casa, cuidando dos filhos. Hodiernamente, essa ideia é constantemente questionada e negada por muitas, que lutam por espaço em todas as áreas, a exemplo disso tem-se a presença crescente das mulheres no futebol. Tal atividade possui diversas importâncias, como o empoderamento feminino e o combate ao machismo.
De início, lutar por equidade e espaço de atuação no futebol é mostrar que as mulheres passaram a entender seu poder e sua importância. Nesse viés, segundo a filosofa e feminista Simone de Beauvoir, não se nasce mulher, torna-se. E, com isso, fica clara a ideia de que nenhum destino biológico, psíquico ou social define a forma de atuação e participação feminina na sociedade, pois a mulher quem define isso. Logo, ingressar em um campo extremamente voltado para homens, como é o futebol, é provar essa teoria e empoderar-se, além de fazer valer o fato que lugar de mulher é onde ela quiser, e, assim, incentivar outras a fazerem o mesmo. Entretanto, isso ainda não é totalmente aceito pela sociedade, pois ainda não há o entendimento efetivo dessa inclusão.
Somado a isso, estar em um ambiente culturalmente masculino como esse é ir de encontro ao estereótipo frágil e sensível associado às mulheres, logo bater de frente com o machismo. Um exemplo dessa luta é a atuação da jogadora Marta, ganhadora de vários prêmios de melhor do mundo, que, na Copa do Mundo de 2019, entrou em campo com uma chuteira sem patrocínio por não aceitar receber menos que um homem. Essa atitude mostra o quanto o machismo está sendo intolerável por essa geração, além de que a luta das fêmeas humanas dentro de campo transcende apenas fazer gol, é, também, combater a atitude enraizada na sociedade de pôr o sexo feminino em segundo lugar. Logo, mulheres em campo mostra que elas possuem diversas versões que devem ser respeitadas. Apesar dessa luta, ainda há baixa visibilidade feminina no futebol e isso precisa ser melhorado.
Em suma, há diversos papéis relacionados a presença feminina no futebol, assim como barreiras que precisam ser superadas. Desse modo, cabe ao Ministério da Educação, por ser o formador do intelecto da sociedade, conscientizar os estudantes sobre a importância de valorizar e dar visibilidade aos jogos femininos, a partir de palestras com a presença de jogadoras, nas quais sejam debatidos os preconceitos, as dificuldades e a superação, incluindo exemplos históricos de outras áreas, para motivar todos a enxergarem a grandeza desse papel. Isso tudo com o intuito de formar uma geração mais aberta a inclusão, fugindo da realidade da Grécia Antiga.