O papel da mulher no futebol
Enviada em 08/05/2020
Durante a maior parte da história humana o sexo feminino foi considerado “frágil” e incompetente de realizar determinadas atividades. Contudo, nos últimos séculos houve ascenção social das mulheres em diversos ambientes, mas, ainda se encontram em posição de inferioridade quando comparadas ao sexo oposto. Atualmente, a mulher tem papéis primordiais dentro do futebol, a sua representatividade e a influência para a inserção das mesmas em profissões consideradas masculinas, já que o esporte mencionado é alvo de machismo constante na sociedade.
A princípio, informações disponibilizadas no site da UOL apontam que a jogadora da seleção brasileira de futebol, Marta ganha menos que 3% do equivalente ao salário do jogador Neymar, que se encontra na mesma posição profissional. Visto isso, a participação feminina no esporte em questão é de suma importância para tornar comum a aparição de mulheres em ambientes que durante séculos foram denominados inapropriados para as mesmas. Contudo, a representatividade da mulher nesse ambiente não é valorizada por grandes organizações de futebol como a FIFA, já que há desigualdade na remuneração dos profissionais de sexos distintos, além da falta de publicidade midiática, gerando menos audiência e torcedores para jogos femininos.
Tendo ciência da importante representação que a mulher traz no futebol, as mesmas tendem a influenciar outras garotas para uma inclusão além da profissão de jogadora. Segundo o Censo de Educação Superior, apenas 1/4 do setor de computação do país é composto por mulheres, profissão que assim como o futebol, é vista como exclusividade masculina, já que os homens (em anos anteriores) limitaram a aprendizagem da matemática e tecnologia para meninas desde crianças. Através disso, a falta de profissionais femininos em determinados âmbitos, influencia as garotas mais jovens na sua decisão e no seu pensamento sobre a posição da mulher. Por meio disso, o papel das jogadoras de futebol vai além da ascenção de um único campo profissional, ao mostrar que as mesmas têm capacidade de se inserirem onde quiserem, trazem consigo a ideia para as jovens e adolescentes que elas têm uma ampla escolha do futuro ramo laboral que desejam adentrar.
Visto que há uma desigualdade entre a remuneração de jogadores por causa do seu sexo, a mídia deve valorizar jogos femininos, investindo na propaganda das mesmas com reclames televisivos e transmissões ao vivo, para que aumente o número de torcedores e dessa forma, as organizações de futebol possam igualar os salários. Além disso, as instituições de ensino devem promover palestras obrigatórias para crianças e adolescentes, na qual abordarão temas feministas e sobre a importância da representatividade, a fim de que novas mulheres cresçam e não sejam tratadas como sexo “frágil”.