O papel da mulher no futebol
Enviada em 08/05/2020
Na Obra “Senhora” de José de Alencar, a personagem Aurélia é retratada como inteligente, apesar de ser mulher. Isso, se deve ao fato de que na época as habilidades e faculdades mentais femininas eram consideradas muito inferiores às dos homens, o que hoje sabe-se que não é verdade. Mesmo assim, mulheres ainda sofrem com o machismo e lutam por igualdade, principalmente no futebol, meio predominantemente masculino, no qual é fundamental maior representatividade feminina.
Um caso bem conhecido de machismo no esporte, e o da conversa vazada entre dois comentaristas da Sky Sports, na transmissão de um jogo da Premier League, na qual eles discutiam se a “bandeirinha”, Sian Massey, tinha capacidade de exercer sua função por ser mulher. Por outro lado, as mulheres vem ganhando seu espaço no futebol e sendo cada vez mais reconhecidas por suas habilidades, jogadoras como Marta - maior vencedora do prêmio de melhor jogadora do mundo - e Formiga, ambas com muito tempo de Seleção Brasileira, ajudam na popularização da modalidade no Brasil e na busca por igualdade em relação aos homens.
Porém, a realidade vivida por jogadoras de menor expressão é bem precária, elas jogam em campos ruins, ganham salários baixíssimos e algumas ainda são julgadas por praticarem um “esporte de homem”. É inegável que o futebol masculino movimenta muito mais dinheiro que o feminino, seja em publicidade ou audiência, por isso os prêmios e salários recebidos são consideravelmente maiores, o que não muda o fato de que existe machismo no esporte. Recentemente, Megan Rapinoe, jogadora da Seleção dos Estados Unidos, entrou com uma ação contra a federação americana de futebol, reivindicando para as mulheres, salários iguais aos da seleção masculina, o que é justificável levando em conta que as americanas são frequentemente campeãs dos torneios disputados e geram bastante visibilidade, mas mesmo assim suas exigências foram negadas.
Por fim, as federações devem fazer uma análise mais criteriosa sobre as cifras envolvidas no esporte, a partir de um programa transparente para que possa ser vista por todos, e sejam distribuídos salários equivalentes ao rendimento. No Brasil, a CBF e o Governo Federal devem investir mais na modalidade, por meio da criação de escolinhas de futebol para meninas, principalmente em comunidades carentes, para que no futuro o Brasil obtenha melhores resultados e acabe o machismo no esporte.