O papel da mulher no futebol
Enviada em 04/05/2020
A heroína Carol Danvers, do filme “Capitã Marvel”, é um símbolo de representatividade e força feminina em meio a tantos heróis do sexo masculino que estão presentes no universo cinematográfico. Fora da ficção, essa representatividade é bastante importante para a atual sociedade, principalmente no futebol, visto que esse ainda é considerado um meio masculino. Entretanto, a falta de investimentos no futebol feminino e, consequentemente, a persistência de uma visão machista, impedem que esse ganhe notoriedade e espaço.
Em primeira análise, a falta de investimentos das instituições esportivas no futebol feminino é um dos principais fatores que impede a expansão desse no Brasil. De acordo com a Constituição Federal de 1988, todos os cidadãos possuem os mesmos direitos, independente de raça, cor, sexo e idade. Entretanto, é perceptível na atual sociedade brasileira que há uma grande desigualdade de gênero no ambiente futebolístico, como nas diferenças salariais e na maior notoriedade dada ao futebol masculino. Essa situação impede que haja uma expansão no futebol feminino, além de dificultar a ascensão de mulheres em lugares considerados, erroneamente, pela sociedade como masculinos.
Em segunda análise, a persistência de uma visão machista na sociedade brasileira é outro fator que impede que o futebol feminino ganhe espaço. Durante o Estado Novo, o presidente Getúlio Vargas criou um decreto no qual impedia que as mulheres praticassem atividades que fossem incompatíveis com suas condições naturais. Essa, por outro lado, é uma visão preconceituosa acerca da formação biológica da mulher, na qual está presente na atual sociedade brasileira. Tal situação impede cada vez mais que mulheres alcancem seus direitos de igualdade, impedindo a expansão e a representatividade no futebol brasileiro.
Logo, torna-se necessária a participação de todos os setores sociais para reverter a desigualdade de gênero no futebol. Inicialmente, o Ministério do Esporte deve realizar programas que igualem o futebol feminino e masculino, com mais investimentos nesse primeiro e com regularização dos salários desses profissionais, com o intuito de igualá-los e dar maior notoriedade ao futebol feminino. Além disso, o mesmo ministério deve criar campanhas de conscientização, com propagandas em mídias sociais, eventos sociais com jogadores de todos os sexos, com o intuito de acabar com a desigualdade de gênero presente no futebol brasileiro.