O papel da mulher no futebol
Enviada em 07/05/2020
A futebolista brasileira Marta jogou a Copa do Mundo de Futebol Feminino de 2018 com um par de chuteiras sem patrocínios, ato realizado em forma de protesto contra as desigualdades presentes no esporte. Com tamanha repercussão, a atitude pois em discussão a realidade das discrepâncias empresariais que as mulheres sofrem, além das dificuldades postas às mulheres que sonham um dia em jogar futebol de forma profissional. Com isso, pode-se afirmar que o papel da mulher no futebol é denunciar os preconceitos de gênero ainda presentes na sociedade.
Primeiramente, importante destacar que as mulheres sempre sofreram restrições na participação em diferentes áreas durante toda história. Isso ocorre, devido às sociedades contemporâneas terem se desenvolvido a partir de pilares patriarcais e quase sempre com ideais conservadores, mantendo-os dessa forma até hoje. Desse modo, atitudes como as da Rainha do Futebol, ajudam as sociedades à refletirem sobre as formas como foram moldadas e, de fato fazer mudanças socioestrutuais para resolver injustiças como as sofridas pelas mulheres que tentam praticar esportes considerados unicamente masculinos.
Outrossim, destaca-se o desinteresse das grandes corporações em incentivar financeiramente e de forma midiática o futebol feminino. Isso dado que, visando lucros não trabalham de forma à universalizar o esporte, a deixar portanto o mesmo sempre a rodar na esfera masculina. Parece contradição, mas qual empresa arriscaria-se à produzir uma campanha com tal finalidade se não houve lucros posteriores? Dessa forma, o papel feminino no futebol desenvolve-se economicamente como se estivesse engatinhando e pouco se vê do esporte às telas.
Em suma, para enfrentar os desafios do papel da mulher no futebol, o Ministério da Educação deve incentivar a prática do esporte por garotas nas escolas, por meio de campanhas de igualdade de gênero, a fim de assegurar a inclusão feminino no esporte para derrubar o preconceito. Além disso, o Governo Federal em associação com grandes empresas de natureza privada precisam criar incentivos e campanhas de igualdade no esporte, por meio de parceria com os clubes e com a mídia, para que assim o desenvolvimento do futebol feminino deixe de engatinhar e seja justo como deve ser.