O papel da mulher no futebol

Enviada em 07/05/2020

Segundo a Diretriz Universal de Direitos Humanos, todos os indivíduos possuem direito ao lazer, à dignidade, ao entretenimento. Em contrapartida a esse raciocínio, a sociedade brasileira sustenta uma resistência para aceitar o papel da mulher no futebol, o que gera desigualdades e preconceitos.

Precipuamente, é necessário ressaltar que, conforme a revista Politize, a Copa Mundial Masculina é financiada pelo valor de 400 milhões de dólares, enquanto o campeonato feminino recebe apenas 30 milhões. Por conseguinte, não só o salário entre jogadores do sexo oposto é discrepante, como também o interesse do público. Isso, revela um forte machismo velado por parte da sociedade em relação ao papel da mulher no futebol.

Além disso, destaca-se a cultura intolerante e preconceituosa presente na sociedade brasileira, visto que ainda existe um conceito de que o futebol é algo exclusivamente masculino. Nessa perspectiva, a ideia da feminista Malala Yousafzai, durante seu discurso para a Organização das Nações Unidas, ”A liberdade é o poder das mulheres.”, provoca o empoderamento feminino. Isso, é algo imprescindível no esporte, uma vez que profissionais que atuam no campo do sexo feminino são muitas vezes desestimuladas a continuarem a exercer sua profissão

Portanto, é necessário aumentar a visibilidade das mulheres no meio futebolístico. Para isso, cabe ao Poder legislativo o papel responsável por garantir direitos iguais dentro do âmbito esportista, por meio de uma regulamentação que vise o mesmo piso salarial entre jogadores, independente do gênero. Dessa forma, uma lei irá assegurar a valorização de todos os profissionais da carreira, uma vez que todos terão a mesma relevância para a indústria. Como resultado, a mídia irá se engajar perante o futebol feminino, e consequentemente, o grande público também. Dessa forma, assegurando aqueles direitos previstos na Diretriz Universal de Direitos Humanos.