O papel da mulher no futebol

Enviada em 08/05/2020

Durante os primeiros Jogos Olímpicos, na Grécia Antiga, as moças eram proibidas de participarem dos espetáculos, tanto como atletas como espectadoras. Com séculos de distância, o período atual proporciona mais flexibilidade para o público feminino, contudo, o papel da mulher no futebol ainda é questionado, na torcida e no campo, devido ao preconceito e a falta de visibilidade.

A priori, deve-se entender que as torcedoras são subestimadas e ignoradas quando se trata de futebol. Tal fato se evidencia diante das frases de senso comum e misógino aplicadas ao público feminino, com objetivo de diminuir o interesse no esporte e menosprezar o conhecimento que as mulheres têm sobre a modalidade. Além disso, elas são desconsideradas na torcida pelos outros fãs e pelas marcas. A exemplo, tem-se a Nike, que em 2017, não pôs à venda o modelo do uniforme feminino do Corinthians, causando indignação nas consumidoras.

Ademais, no campo o gênero feminino também sofre com o preconceito e a falta de visibilidade. Isso é devido à raízes históricas brasileiras, que, em 1941, proibiu legalmente as mulheres de jogarem futebol, profissionalmente ou nas ruas, por ser considerado, pela legislação vigente na época, incompatível com as condições de natureza das moças. Tal lei interferiu diretamente na probabilidade da modalidade ser amplamente difundida, causando um desconhecimento entre as pessoas, sendo assim, o público consumidor é muito pequeno e com esse número baixo não há visibilidade e nem patrocínio.

Em suma, o papel da mulher no futebol brasileiro enfrenta obstáculos ligados ao preconceito e a falta de destaque. Diante disso, é dever da Secretaria Especial do Esporte divulgar e incentivar os jogos e as torcidas, por meio de mais exibições televisas dos jogos e entrevistas com as jogadoras, com o objetivo de quebrar a discriminação existente, assim a modalidade será valorizada. Ademais, é dever das grandes marcas aumentarem o patrocínio existente, por meio da disponibilização de uniformes, chuteiras, alojamentos, divulgação ampla, para que o esporte feminino seja visto, ouvido e sentido, assim as seleções de mulheres terão destaque e a população não voltará para 1941.