O papel da mulher no futebol
Enviada em 07/05/2020
O machismo é um problema estrutural na cultura ocidental e se faz presente no futebol. Nesse lógica, Marta, jogadora de futebol e a maior vencedora entre todos os atletas no prêmio individual da Fifa, mesmo com tantos prêmios recebe salário menor que jogadores que não têm tanto prestigio. Dessa forma, o papel da mulher no futebol é conscientizar as pessoas sobre a importância da inclusão das mulheres e debater as questões de gênero dentro do futebol.
Em primeira análise, a figura feminina sempre foi colocada à margem da produção histórica do futebol como preferência nacional. Dito isso, hoje o futebol pode servir como espaço de empoderamento feminino devido ao feminismo que está sendo aderido por muitas pessoas. Nesse sentido, ações como as do MTPC, Movimento Toda Poderosa Corinthiana, de mulheres que se sentiam incomodadas com a falta de representatividade feminina nos programas de sócio torcedor e pela ausência de registros das mulheres na história do esporte do país faz com que outras mulheres sintam a necessidade de exigirem seus direitos de igualdade em todos os lugares, incluindo no futebol.
Em segunda análise, o gênero deve ser entendido como aquilo que diferencia socialmente homens e mulheres. Assim, historicamente, o pensamento machista tenta sempre dizer que “futebol não é coisa de mulher”. Esse modo de pensar funciona como um ciclo vicioso: os dirigentes esportivos não investem no futebol feminino; as empresas não apoiam as jogadoras; a mídia não faz coberturas dos eventos; os eventos rendem menos e, em algum ponto, essa falta de apoio se transforma em um empecilho à prática do esporte para as mulheres. Dessa forma, falta interesse do público na modalidade e as diferenças de lucro das competições masculinas e femininas ficam cada vez maiores. Logo, o futebol feminino precisa de todos, homens e mulheres, para sobreviver.
Portanto, o papel da mulher no futebol leva a problemas sociais e devem ser combatidos. Por isso, é preciso que mulheres influentes, como a jogadora Marta, desperte cada vez mais o empoderamento feminino, por meio de congressos com profissionais que entendam do assunto e amplamente divulgados, para influenciar outras jogadoras a fazerem o mesmo. É preciso, também, que a mídia, como meio de rápida comunicação, divulgue o futebol feminino, com propagandas e transmissão de jogos dos times e da seleção feminina brasileira, para estimular o interesse do público na modalidade. Dessa maneira, ditados populares como “lugar de mulher é na boca do fogão” serão vistos por toda a sociedade como absurdos e as mulheres irão exigir a igualdade de gênero.