O papel da mulher no futebol
Enviada em 07/05/2020
Segundo a Constituição Federal de 1988, todos os brasileiros são iguais perante a lei. Esse direito é resultado de uma luta histórica marcada, dentre outras coisas, pela emancipação feminina.Os frutos desta são visualizados pela inserção das mulheres em áreas antes consideradas de domínio masculino,tal como o futebol. Assim, a participação da mulher no esporte citado fortalece e exemplifica a luta pela equidade de gênero. Em contrapartida, o reconhecimento e o salário das jogadoras quado comparado ao recebido pelos atletas do sexo oposto é inferior.
Primeiramente, é válido evidenciar que a considerada rainha do futebol, tendo recebido seis prêmios de melhor do mundo, Marta é brasileira. Ela é um símbolo nacional comparada a Pelé e serve exemplo para muitas meninas que se interessam pela modalidade. Dessa forma, pessoas que como ela possuem empregos com público predominante do sexo oposto desestruturam a teoria Darwinista, a qual afirma a existência de diferenças biológicas que tornam as mulheres inferiores aos homens. assim, é exposto que a superioridade masculina é embasada não em fatos científicos, mas em uma concepção histórica de opressão baseada na sensação de poder que ela acarreta nos beneficiados pela mesma. Isso, qualifica a modalidade esportiva como um agente que auxilia na construção da equidade.
Outrossim, é relevante que a popularidade do futebol entre os espectadores é diferente entre as modalidades feminina e masculina. Isso se deve a restrição da participação das mulheres no período de inserção dele no país no século 19, resultando na atual diferença de reconhecimento para a mesma qualidade de jogadores e desempenho. Além de que, a ideia de que a mulher é profissionalmente inferior gerada por centenas de anos de machismo resulta em uma grande diferença salarial em um mesmo cargo, a qual afeta também os atletas do esporte citado. Segundo pesquisa vinculada ao Ministério da economia, tal desigualdade monetária chega a 50% na área referida.
Portanto, é necessária uma parceria entre a Mídia informativa e o Governo para criar e disseminar uma campanha que busque aumentar a equidade de gênero gerada pelo futebol feminino, assim como equalizar o reconhecimento e os salários. Isso só será possível por meio do aumento da quantidades de comerciais que exponham a qualidade do desempenho feminino no esporte em questão, tal qual disponibilizar gradativamente mais partidas femininas até igualar ao tempo de tela que as masculinas possuem . Assim, haverá o aumento da popularidade da modalidade feminina e, consequentemente, a elevação das propostas de patrocínio para ela que acarretará no proporcional aumento salarial. Desse modo, influenciará na redução dos impactos da teoria Darwinista na vida da parcela populacional afetada.